Bento XVI proclamou um Ano Sacerdotal para que todos percebam a importância do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea. Começa na próxima sexta-feira
Inicia-se na próxima sexta-feira, 19 de Junho, o Ano Sacerdotal. Bento XVI convocou-o, por ocasião do 150.º aniversário da morte de João Maria Batista Vianney (08 de Maio de 1786 – 04 de Outubro de 1859), ou Santo Cura de Ars, como ficou conhecido, a quem proclamará como padroeiro de todos os sacerdotes do mundo.
O tema escolhido para o Ano Sacerdotal é o de «Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote». Está previsto que o Papa o abra com uma celebração de Vésperas, em 19 de Junho, solenidade do Sagrado Coração de Jesus e Dia de Santificação Sacerdotal, na presença da relíquia do Cura de Ars trazida pelo bispo de Belley-Ars, D. Guy Claude Bagnard, segundo informa a Santa Sé.
O encerramento será celebrado justamente um ano depois, com um Encontro Mundial Sacerdotal, na Praça de São Pedro.
O objectivo deste ano é, segundo expressou o próprio Papa hoje aos membros da Congregação para o Clero, “ajudar a perceber cada vez mais a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea”.
Outro tema importante no qual se quer incidir, segundo o comunicado da Congregação, é a “necessidade de potenciar a formação permanente dos sacerdotes ligando-a à dos seminaristas”.
Segundo o Cardeal Cláudio Hummes, prefeito da Congregação para o Clero, a convocação deste ano teve uma repercussão mundial positiva, em especial entre os próprios sacerdotes. “Todos nos queremos empenhar, com determinação, profundidade e fervor, a fim de que seja um ano amplamente celebrado em todo o mundo, com toda a sua grandeza e com a participação do nosso povo católico, que sem dúvida ama seus sacerdotes e quer vê-los felizes, santos e repletos de alegria”, afirmou.
O Cardeal considera que o Ano Sacerdotal deve ser uma ocasião para aprofundar a identidade sacerdotal, a teologia sobre o sacerdócio católico e o sentido da vocação e da missão dos sacerdotes na Igreja e na sociedade. Para isso, será necessário organizar encontros de estudos, jornadas de reflexão, exercícios espirituais específicos, conferências e semanas teológicas. Em especial, deverá ser um ano de oração “dos sa-cerdotes”, “com os sacerdotes” e “pelos sacerdotes”, para que sejam examinadas as condições concretas, espirituais e materiais em que vivem; um ano de renovação da espiritualidade do presbitério e de cada um dos presbíteros.
Na Diocese de Aveiro, D. António Francisco abre o Ano Sacerdotal, na próxima sexta-feira, dia do Sagrado Coração de Jesus, presidindo à Eucaristia no Seminário Dehoniano de Esgueira (às 12h) e às Vésperas no Carmelo de Cristo Redentor, em S. Bernardo (16h). Outras iniciativas estão em fase de programação.
