Comissão Episcopal define prioridades

Bens culturais da Igreja Dos vários campos de intervenção no património religioso, a Comissão Episcopal dos Bens Culturais da Igreja (CEBCI), que esteve reunida em Fátima, na passada semana, destacou, para este ano pastoral, três grandes prioridades, nomeadamente a inventariação, a arquivístiva e os museus, afirmou à Ecclesia D. Albino Cleto, Bispo de Coimbra e presidente daquela Comissão.

Ao nível da inventariação, D. Albino afirmou que existem dioceses que já concluíram esta fase, tendo adiantado que há outras a caminho de o conseguirem, embora haja atrasos. De qualquer forma, admitiu que a meio do ano pastoral talvez seja possível “organizar uma exposição conjunta entre as várias dioceses, onde se mostre que a inventariação nos permite um conhecimento melhor de peças pouco conhecidas”.

Numa reunião realizada em Maio, a CEBCI concluiu que os Institutos Religiosos estão “a ultrapassar as dioceses na organização dos seus arquivos históricos”, garantiu D. Albino, tendo lamentado o atraso que se verifica nesta área em relação à nossa vizinha Espanha, que “tem legislação eclesiástica sobre o funcionamento dos arquivos diocesanos e sua consulta”.

Para o presidente da CEBCI, Portugal “está na fase de recolha”, mas já se sabe que “há livros de óbitos, casamentos e baptizados (desde 1911) que não são necessários nas paróquias” e que estão “guardados em armários velhos”, aconselhando-se a sua recolha e preservação num “outro local da diocese”, apesar de “pertencerem às paróquias”.