Nada temos contra Shrin Ebadi, a advogada iraniana e activista dos Direitos Humanos a quem foi atribuído o Prémio Nobel da Paz de 2003. O Comité do Nobel certamente teve razões fortes para a distinguir com o mais conceituado e mediático prémio. Porém, não podemos calar a injustiça de mais uma vez o Papa João Paulo II ter ficado ignorado.
Com um pontificado todo ele dedicado à promoção do homem todo e de todos os homens; com uma vida entregue à defesa intransigente dos Direitos Humanos; posicionado sempre na primeira linha dos que lutam pela justiça social; incansável obreiro da paz entre todos os povos; e defensor acérrimo do diálogo ecuménico e inter-religioso, João Paulo II bem merecia o Prémio Nobel da Paz, neste ano em que todo o mundo celebra 25 anos de um pontificado que marcará indelevelmente a história da humanidade. Por isso, o nosso Sinal – para o Comité do Nobel da Paz.
