“A minha vida foi feita na serra, mas o que fiz, muito ou pouco, fi-lo com gosto, com espírito humanitário num espírito de serviço”.
Estas algumas das comovidas declarações do Dr. Horácio Marçal, respondendo a muitos discursos no decorrer da homenagem que o Povo de Aguada de Baixo lhe prestou.
Da homenagem fez parte também a celebração Eucarística da Comunidade, seguindo-se a sessão solene na Junta de Freguesia em que esteve em foco a vida em “filme” dos homens das Repúblicas de Coimbra trazida à tona pelo seu colega o Prof. Agostinho de Almeida Santos. O descerramento de uma lápide, que dá o nome de Horácio Marçal a uma Rua de Aguada de Baixo, foi o terceiro passo da homenagem.
No almoço, servido no Pavilhão da ARCA, o seu volumoso currículo foi bem dissecado por vozes autorizadas, quer vindas do Povo de Aguada, como da Autarquia, ou de gentes ligadas a estruturas sociais, ou do Estado porque a vida do médico da aldeia, como dizia alguém, é um homem multifacetado, abrangente, um homem que tanto lida com os seus doentes da serra, e das margens do Águeda, ou com altas figuras nacionais, como um Ramalho Eanes, que mandou uma mensagem unindo-se ao sentir e obrigado do povo de Aguada de Baixo.
“Nem todos têm feitio para ser líderes, mas todos devem ter espírito de solidariedade,” disse.
À volta do médico, do actual Presidente da Assembleia Municipal, do Autarca que foi antes e depois do 25 de Abril, ao Deputado, esteve, também, a sua família, — Esposa, filhos, netos, afilhados, mas igualmente esteve uma Senhora que a todos cativou com a sua jovialidade de 96 anos — a sua extremosa Mãe.
A Organização, presidida por Hildebrando Veiga, primou pela dignidade que emprestou a esta homenagem.
A gratidão sabe bem a qualquer homem, a qualquer personalidade rica ou não de saberes. Porque toda a pessoa é digna, de ser estimada, reconhecida! A ingratidão é um maiores dos pecados!
D.R.
