Armor Pires publica livro em louvor dos Soldados da Paz

Partilhando “Este livro deve ser a recordação de um “ edifício” em que cada tijolo não é feito de barro, mas sim, de vidas. As associações, como tudo na nossa vida, não são feitas apenas de paredes, telhados ou vidros, mas sim de massas humanas que, pela sua força e voluntariado, são testemunhos de vida. Este livro é a história dos mil testemunhos que são os Soldados da Paz, de Vagos, ao longo dos seus 75 anos de existência.”

Este um extracto da apresentação do livro dos 75 anos da vida dos Bombeiros de Vagos da autoria de Armor Pires Mota.

O apresentador, Ricardo Jorge Fernandes, Presidente da Direcção dos Voluntários de Vagos, Associação que promoveu a elaboração da edição, agora apresentada, espelha bem o que representa a publicação deste livro em tempo de tanta doação, mas, porventura, algumas vezes subestimada.

Bem anda o Armor Pires em se abalançar a este género de edições, as que chegam ao intelecto e coração do povo, aquele que ainda continua, de alguma maneira, sem voz.

Ao prestar homenagem a uma corporação, Armor Pires Mota está e colocar no pedestal próprio todo um mundo que se coloca ao serviço do povo, de todo o povo, sem excepções.

De facto, quando hoje se presta homenagem a uma corporação, presta-se sincero reconhecimento a todo esse mundo “ bombeiral” que está e anda palas nossas terras, pelas nossas aldeias, pelas nossas cidades, pelos nossos mares, pelos nossos rios. Gente que vive o seu brio de dádiva.

Os bombeiros são exemplo, em muitas e diversas posições, atitudes, de unidade, de solidariedade.

Ainda há dias, precisamente nas comemorações dos 75 anos dos Bombeiros de Vagos, aquilatamos da força que esse exército do bem pode fazer em prol da promoção humana. A unidade esteve presente e desde Espinho a Castelo de Paiva, de São Jacinto ao Arestal, ou de Aveiro à bairrada-gandaresa de Cantanhede ou dos palheiros de Mira, constatava-se que, todos por um e um por todos em prol dos outros, era lema.

Se ainda há unidade no Distrito de Aveiro, (uma região que ninguém deve pretender destruir, não para bem apenas de uns, mas para bem de todos) é porque há muito tempo existe uma grande unidade nas corporações do Distrito. E não só!

Os Bombeiros desta região são, de facto, um exemplo de doação e vão a todo o lado que são chamados. Ainda agora estiveram muito bem na sua solidariedade, na tragédia do Irão. O comandante dos Bombeiros Velhos de Aveiro e da Federação Distrital de imediato tomou o comando da delegação que partiu para o Irão logo que a tragédia desabou sobre aquele martirizado País. Belos gestos!

Por isso, ao mesmo tempo que estamos aqui a aplaudir a edição do livro do Armor (mais um deste grande jornalista do Povo) estamos a evocar a força que são hoje as Associações de Bombeiros ao serviço das comunidades. E até quando se entra por exagerados entusiasmos, se calhar, até será com boa intenção! A seu entusiasmo de serviço é grande… Bem, vamos continuar a confiar, a começar pelo Governo, no Voluntariado dos nossos Homens, dos nossos Soldados da Paz. O que se precisa é paz e ela pode vir também através das agulhetas! Isso mesmo!