A valência infantil do Centro Social de Nossa Senhora o Amparo deve estar concluída em Dezembro de 2010; construção completa em Abril / Maio de 2011
A construção do Centro Social de Nossa Senhora o Amparo, em Estarreja, avança a bom ritmo, prevendo-se que a creche esteja concluída no próximo mês de Dezembro e as valências para idosos em Abril / Maio de 2011. Manuel Filipe, presidente da Fundação Cónego Filipe de Figueiredo, instituição responsável pela obra, espera que após vistorias, licenças e protocolos de funcionamento, a creche para 33 crianças possa ser inaugurada a quando da entrega pelo construtor do restante edifício, que comportará um lar para 45 idosos, centro de dia para 30 pessoas e serviço de apoio domiciliário para 40 utentes.
No dia 24 de Abril passado, a Fundação promoveu uma visita às obras e um almoço de confraternização. Na visita, participaram, entre dezenas de amigos da instituição e entidades, o Bispo de Aveiro e o Governador Civil.
“Toda a gente veio lá embasbacada”, disse ao Correio do Vouga Manuel Filipe após a visita “no terreno”. “A estrutura de betão está feita, as paredes estão levantadas. As estruturas de electricidade estão quase completas. Em Maio entramos no reboco. Nesta altura [finais de Abril] vemos a consistência da obra, o betão, o ferro, o tijolo; amanhã entra-se na fase do reboco, tapa-se tudo e esconde-se muita coisa. Tínhamos de fazer a visita agora”, acrescenta, com visível satisfação.
A Fundação promove todos os anos uma semana cultural por altura do aniversário da morte do cónego Filipe de Figueiredo (28 de Novembro de 2003), natural de Estarreja mas padre da diocese de Évora, e um grande evento em finais de Abril. Em 2009, com o ministro do Trabalho e da Solidariedade, lançou-se a primeira pedra e começaram em força as obras. Este ano observou-se o avanço. O presidente da fundação explica por que é que este evento tem lugar em Abril. “Estamos no tempo de Primavera, que para nós tem um outro significado: esperança de vida, renovação da vida, tudo isto associado ao centro social. Queremos marcar este tempo todos os anos”. O evento serviu para ver o andamento da obras, mas também para levar mais gente a dar o seu contributo, ganhar visibilidade na comunicação social e criar sinergias entre pessoas, empresários, instituições – objectivos que Manuel Filipe considera “atingidos a 100 por cento”.
Porém, embora o presidente da Câmara Municipal de Estarreja (CME) estivesse no almoço de confraternização e manifestasse “horror” pela possibilidade de as obras pararem ou abrandarem o ritmo por falta de financiamento, Manuel Filipe continua à espera que a CME faça um protocolo para “definir o quando e de que forma” vão ser dados os 210 mil euros prometidos em 2006 e 2007. “Desde 2008 que temos andado a falar com a Câmara para que defina como dá o dinheiro. Eles falam de falta de dinheiro… Mas não é por causa disso que a obra vai parar”, frisa o presidente da Fundação. Após o evento, disse a este jornal por e-mail: “Sabemos que é tempo de crise. Verdadeira crise de finanças do Estado, do governo e da economia do país. Temos algumas garantias de que tudo corra como deve ser, mesmo que o governo falhe. Esperamos que a crise da economia não chegue aos nossos parceiros”.
No almoço, o presidente José Eduardo de Matos, afirmara, apelando ao “desafio de ganhar o apoio junto da comunidade”: “Parabéns pelo que está feito. A parte mais bonita, mais fácil, mais airosa é esta. A parte mais complicada vem a seguir. Mas esse é o desafio”.
O principal financiamento provém do PARES, programa estatal de alargamento da rede de equipamentos sociais. O parceiro mais importante tem sido o empresário Manuel Matos, da Prozinco S.A. A empresa está a construir a obra de 2,1 milhões de euros com a garantgia financeira do próprio empresário.
J.P.F.
Edifício confortável
e com recurso a energias limpas
O projecto do Centro Social Nossa Senhora do Amparo foi elaborado pelo arquitecto Paulo Valente, que numa breve apresentação da obra impressionou positivamente os presentes.
Para além das exigências típicas de um edifício deste género, que se assume como “espaço intergeracional”, a obra tem espaços que dão um conforto especial aos utilizadores. Um deles é pátio. “Permite ter uma utilização que, virada para dentro, leva a terceira idade a usufruir do espaço de convívio”, refere Paulo Valente. “Este projecto – adianta – contempla todas as áreas comuns e administrativas no rés-do-chão e quartos individuais, dentro do que a Segurança Social exige, no primeiro andar”, acrescenta.
Por outro lado, “há também uma aposta nas energias alternativas, não só através da eficiência energética, mas também com o recurso a painéis fotovoltaicos, para que a Fundação possa ter retorno no futuro”, afirma o arquitecto. Não estamos perante um edifício auto-sustentável, mas “terá equipamentos necessários para ganhos importantes na utilização diária do centro social”.
