Ponta de Lança A expressão ocorreu-nos sem nenhuma razão aparente!
Não fique, o caro leitor, perplexo por uma abordagem tão infundamentada. É verdade que aconteceram coisas – a televisão estava lá, só pode ser verdade?! – em Marco de Canaveses, num jogo da equipa local com o Santa Clara, que mais pareciam cenas do quinto mundo – se é que existe?! O terceiro já tão deprimente que até é difícil imaginar o que estará mais abaixo!
O autarca local saltou para a relva, ali mesmo junto ao Quarto Árbitro e… vá de vociferar contra aquela maltosa toda. De pontapear tudo o que estava à sua frente – afinal aquilo, disse mais tarde, não era dirigido a nenhum dos presentes. Ainda bem!?
Mas vamos lá ver, analisar as coisas friamente, o homem estava irritado; é um representante legítimo do povo; tem de mover as suas influências e fluências para dignificar a honra de quem votou nele e de todos os outros, vítimas da democracia, que têm de se rever neste poder local. Ora, isto tudo é para e pelo bem comum! Para o cuidado da polis, da cidade, da região.
Parabéns. É isto mesmo o que os dicionários designam por cacique!
Mas nem tudo é assim tão viril neste futebol indígena. Veja-se por exemplo a atitude dos jogadores do Benfica no jogo da Super-Liga na coincidência do calendário com a data do 100º aniversário: gente simples, de futebol sereno, solidário (com quem precisa de pontos); no fundo, uma jogatana a lembrar as “glórias” da última década!
Apesar da tibieza e da demagogia… parabéns, Benfica. Um dia, quem sabe, hás-de voltar a ser grande!
Desportivamente … pelo desporto!
