Sempre por aqui condenámos os radicalismos, identificando-os, normalmente, com os islâmicos, que não olham a meios para atingirem os seus fins. Mas temos de reconhecer que, de quando em vez, também os temos entre nós.
Hoje, lamentamos o comportamento dos que, em nome da bandeira da condenação do aborto, que subscrevemos, não têm pejo em usar meios reprováveis pelo bom senso e pela tolerância cristã, para pregarem a doutrina que a Igreja defende, a propósito da vida.
Apresentar em escolas privadas literatura com imagens chocantes, querendo fazer passar a mensagem de que se comem fetos humanos de churrasco ao almoço, é coisa que não lembra a ninguém minimamente inteligente.
Porque as grandes causas devem merecer-nos tomadas de posição elevadas, dignas e dignificantes, atribuímos aos autores desses desmandos o nosso veemente Sinal –.
