EURO 2004 A Selecção Portuguesa perdeu com a Grega por uma bola a zero, no derradeiro jogo do EURO2004.
Portugal dominou praticamente o jogo, mas na sequência de um canto, Charisteas aos 57 minutos, deitou por terra todas as aspirações portuguesas. A Grécia jogou quase sempre na defesa, espreitando o contra ataque e, depois do golo, defenderam como puderam segurando a magra vantagem do marcador.
No final, o desalento na cara dos portugueses, esteve tão perto… Scolari, ao seu jeito e claramente emocionado, pediu desculpa de não se ter conquistado o título e prometeu trabalho para a conquista do Mundial a disputar na Alemanha em 2006.
Mesmo com a derrota muitos foram os portugueses que vieram para as ruas festejar, afinal foi a melhor classificação de sempre conseguida por uma selecção nacional.
Por esse mundo fora (Timor, Luxemburgo, Venezuela, Canadá, Palop’s, etc.) bandeiras verdes e vermelhas anunciavam, para os mais desatentos, uma vitória portuguesa, mas apenas festejavam o segundo lugar.
Sem Palvras… Ou o melhor de sempre!
Por outro lado, a UEFA, não tem palavras para definir este Campeonato da Europa.
O presidente da UEFA, Lennart Johansson, aproveitou sexta-feira a visita do Comité Executivo do organismo às instalações da nova sede da Federação Portuguesa de Futebol para tecer mais elogios à organização do Euro2004.
Dias depois da UEFA ter considerado o Euro2004 “o melhor Europeu de sempre”, Johansson fez questão de destacar a capacidade organizadora “de um pequeno país como Portugal”.
“A UEFA está orgulhosa por ter escolhido Portugal para organizar o Euro2004. É sem dúvida o melhor Europeu de sempre. Um pequeno país como Portugal provou que é capaz de organizar esta grande competição”, salientou.
A sintonia do povo português no apoio à selecção anfitriã foi outro dos factores que mereceu palavras especiais do presidente da UEFA, sensibilizado com o facto de “Portugal inteiro, de Norte a Sul do país”, ter exibido a sua bandeira nacional.
O “futebol de ataque” exibido nos jogos do torneio e a inexistência de casos de “hooliganismo” mereceram também as felicitações de Johansson.
Por seu turno, o presidente da FPF e da Sociedade Euro2004, Gilberto Madaíl, destacou que este torneio “foi o que mais receitas gerou para a UEFA”, frisando igualmente que a competição foi um êxito desportivo.
Em jeito de consolação, mas de grande orgulho para todos nós, o director de comunicação da UEFA, William Gaillard, disse: “Toda a gente que aqui esteve levará a certeza de que é Portugal o verdadeiro vencedor desta competição, devido à excelente organização e gentileza e simpatia demonstradas”.
4 Portugueses na Equipa ideal
Foi anunciada na segunda feira a equipa ideal do Euro2004. Do rol de “estrelas” fazem parte 4 portugueses, o central Ricardo Carvalho, os médios Luís Figo e Maniche e o extremo Cristiano Ronaldo.
Para a Comissão Técnica da UEFA, Ricardo Carvalho foi “influente”, enquanto Figo foi distinguido “não só pela sua excelência e influência em campo, como pelo seu carácter (…) Figo foi incrível fez um jogo magnífico frente à Holanda”, Maniche foi “fantástico e um dos melhores jogadores do torneio a fazer passes (…) E marcou aquele golo sensacional nas meias-finais (no jogo com a Holanda)” , recordou Andy Roxburgh o porta-voz da Comissão Técnica de oito elementos, que elegeram a equipa de “estrelas”. Sobre o jovem Cristiano Ronaldo, o francês Gérard Houllier, também membro da comissão, afirmou que a “revelação confirmou-se” durante o Euro2004.
O “capitão” grego Theodoros Zagorakis foi eleito como o melhor jogador do torneio.
RUI COSTA – O Perfume
No rescaldo deste EURO, uma notícia esperada mas sempre triste, Rui Costa, o nosso nº 10, deixa a selecção. O nosso futebol fica mais pobre, e mais, permitam-me a expressão, sem cheiro, nem melodia. As jogadas do Rui emanavam perfume e música! Antes do adeus, presenteou-nos com uma verdadeira sinfonia: aquele golo contra a Inglaterra! Obrigado “maestro”, Obrigado RUI!
