“Breve História do Meu País” de António Capão «A minha breve história
Tem o peso de uma asa
E o alcance do voo da ave;
Traz um cheiro de vitória,
Intrigas da nossa casa,
Um julgamento suave.
Um pensamento de amor
Aos vínculos do passado,
Forjado pelos séculos fora…
Da caridade, o fervor
De um viver acrisolado,
Na aura fulgente da aurora.
Auréola de bens tecidos
Em lutas e sofrimentos
Tem seus dons enaltecidos.»
Com este poema da sua autoria, o professor António Capão inicia a sua “Breve História do Meu País”. Trata-se, nas palavras do autor, de um trabalho “de tipo histórico, ainda que muito ligeiro, com a intenção de uma informação simples para toda a gente”. Em pouco mais de cem páginas, temos toda a histórica de Portugal, de Afonso Henriques à Segunda República (a que estamos actualmente a viver). Naturalmente, não é uma história de correntes, tendências e ideias, mas de pessoas, factos e datas. E embora possa despertar no leitor a exclamação: “Já não é assim que se aprende história”, a intenção de apresentar este tipo de história de Portugal, em que até temos as listas das dinastias e os cognomes dos reis, é deliberada. Diz o autor: “É que, infelizmente, quando a nossa juventude ignora a Revolução de Abril de 1974, muito menos conhece feitos passados da História Nacional. Tanto quanto pensamos, isso implica um desconhecimento deplorável cuja culpa não é só sua – porque o que foi feito pelos portugueses, tenha sido mais positivo ou menos positivo, constitui a base da nossa identidade, como povo português que somos, e de Portugal como País independente.” A este pequeno compêndio pode o leitor voltar várias vezes para confirmar uma data, uma batalha, um cognome…
A “Breve História” vem ilustrada principalmente com selos dos correios, a maior parte em escudos e um ou outro em reis, que os mais velhos certamente reconhecerão. Como afirma António Capão, “encantam estas pequenas jóias coleccionáveis, onde podem sobressair as imagens mais diversas e mais delicadas, animadas por matizes de sonho”.
