O cortejo de ofertório exprime a colaboração da assembleia no mistério que se vai celebrar. O pão e o vinho são expressão da vida e do trabalho diário, com as suas alegrias e tristezas, que Deus assumirá, para os tornar Corpo e Sangue de Jesus. Outros dons que os acompanhem deverão ser ofertas destinadas aos pobres e às necessidades da Igreja, pois que fazem parte da causa de Deus. (…)
O cortejo ofertorial da celebração eucarística não deve perder o seu sentido próprio.
No ofertório levam-se as coisas necessárias para a celebração e outras que se oferecem de facto. Toda a celebração deve ser norteada pelo sentido e pela verdade do que se celebra.
É por isso que se torna despropositado o desfiar de uma série de objectos, instrumentos, símbolos, que terão lugar pedagógico numa celebração paralitúrgica, mas que estão deslocados numa celebração eucarística. Com a agravante de serem, as mais das vezes, um arremedo de oferta, já que voltam à posse dos seus ofertantes.
Em vez disso, por exemplo em celebrações da Confirmação, por que não levar uma significativa renúncia dos crismandos, em numerário ou géneros, com uma finalidade caritativa determinada? Por que não um cortejo de oferta das primícias das colheitas para o Grupo Caritas distribuir pelos carenciados? Por que não uma recolha de diversos materiais para a partilha com uma Paróquia de missão ad gentes?…
O ofertório é um rito de preparação e de passagem, que não deve ser demorado.
Daqui se infere que devem ser em número suficiente os que recolhem as ofertas, para não demorar. E é fora de propósito que o coro cante indefinidamente!…
Q.S.
