Numa semana, diz Luís Campos: As circunstâncias:
Domingo, 30 de Janeiro de 2005; Estádio Municipal de Aveiro – Mário Duarte; 5784 espectadores; Beira-Mar,0 – Nacional da Madeira, 3, arbitrado por António Costa de Setúbal.
Expectativas:
Depois da histórica vitória na Luz, pedia-se, no mínimo, resultado idêntico, frente ao Nacional. Os adversários directos tinham perdido pontos. Tudo corria de feição ao Beira-Mar. E a fasquia não estava alta, ou talvez sim!
Assobios:
Foi a campanha da semana: “Deixe o assobio em casa”. Alguns adeptos assim o fizeram, outros levaram-no no bolso, à cautela… e rapida-mente se puseram a fazer uso dele!
Camisolas:
Pouco se viu do Beira Mar, que na semana passada surpreendeu o país ao ir ganhar, pela 2ª vez consecutiva, no Estádio da Luz. A única coisa que nos fazia acreditar que era a equipa da casa, eram as camisolas… amarelinhas, a fazer lembrar os ovos moles…
Injustiça:
Pavel Srnicek é, sem sombra de dúvida um excelente guarda-redes. Defende que se farta. Deve ser duro e injusto ter de ir tantas vezes buscar bolas ao fundo da baliza.
Começar mal…
O descalabro começou logo no início, ainda havia pessoas a passar os portões de entrada. Falta de Ribeiro na grande área. Pénalti convertido; 1-0, para os forasteiros.
Acabar em sofrimento!
Sofrer um golo “antes de começar o jogo” é complicado. Sofrer mais dois, quando se procura inverter o sentido do marcador, não há coração que aguente…
O que é Nacional é… o melhor.
Wendell, autor de dois golos, considerou que foi importante ganhar após as derrotas com o Boavista. “A partida não foi fácil, mas estivemos mais concentrados e não demos hipóteses ao adversário para atacar. Este foi o melhor jogo que o Nacional realizou na presente temporada.”
Fantasmas…
Contam-se pelos dedos de uma mão, e ainda sobram dedos, as vitórias no novo estádio. O “Fantasma do Factor Casa” nasceu e parece crescer a um ritmo elevado…
Das cabinas:
Luís Campos: “O resultado acaba por nos penalizar, pois a equipa, embora tenha trabalhado muito, não conseguiu travar o contra-ataque adversário. Sofremos um golo cedo, tentámos o empate, mas acabámos por perder. Existe de facto um complexo nos jogos em casa e, depois de termos sofrido um golo na primeira jogada, isso pesou no espírito dos jogadores, que nunca mais se encontraram neste jogo”.
João Carlos Pereira: “Este foi um jogo atípico, que sem dúvida ganhamos bem, mesmo tendo em conta que não jogaram cinco dos habituais titulares. Depois da dupla derrota com o Boavista, fizemos um bom jogo, em que soubemos aproveitar a ânsia do adversário, para sair-mos a jogar em contra-ataque. Mais tarde, mesmo com menos um jogador, controlámos os acontecimentos e vencemos sem margem para dúvidas”.
Pedro Martins
