Olho de Lince A distribuidora nacional de energia eléctrica teria razão: os ninhos das cegonhas estavam em posição de risco, para as próprias e para as linhas de alta tensão. Feito o aviso, lá se foram as engenhosas habitações!
Durou pouco o período de segurança. Prescindindo da oferta de tabuleiro artificial, depressa testemunhei a persistência de algumas daquelas aves, recomeçando penosamente, do nada, a laboriosa construção. E podemos agora contemplar, no mesmo local, dois novos ninhos. Esperemos que não haja “cegonha assada” ou “apagão”!
Não quero incitar à afronta das regras que se impõem para uma vida social harmoniosa; nem tampouco desdenhar das ofertas sociais que o poder tem obrigação de colocar à disposição de quem, honestamente, necessita. Mas quero sublinhar que muitos humanos deveriam aprender com as cegonhas: a não desistir, de forma alguma, perante situações de surpresa adversa; e a dispensar-se, honestamente, daquilo que não necessitam do erário público.
Q.S.
