Objectivo da “Herança Cultural na sala de aula” Pedro Silva, vereador do pelouro da cultura da Câmara Municipal de Aveiro, apontou como principais objectivos da terceira edição da “Herança Cultural na Sala de Aula”, o desejo de “falarmos de um conjunto de temas do nosso quotidiano, como a paisagem, o urbanismo, o património construído, as circunstâncias em que nós vivemos”, numa perspectiva “mais aprofundada e pormenorizada. Já não numa noção muito genérica, mas aprofundada, para uma percepção do nosso quotidiano, que requer um texto e um conhecimento cultural relativamente importante. É o patamar seguinte das duas primeiras edições”.
A edição deste ano privilegia a relação cultura e desenvolvimento económico, já que, como sublinha Pedro Silva, a autarquia considera “os gastos na cultura como um investimento na cultura. Cada vez mais isso é visível na defesa do mosaico cultural em que vivemos, seja também por aquilo que a indústria cultural dá a ganhar na hotelaria, na restauração, nos transportes e em toda uma panóplia grande do desenvolvimento local”. Por isso, na sessão inaugural, o orador convidado foi o arqueólogo Cláudio Torres, que conseguiu fazer do Campo Arqueológico de Mértola o principal factor de desenvolvimento económico daquela região alentejana.
Como o próprio nome indica – “Herança cultural na sala de aula”, esta iniciativa visa formar “uma comunidade mais informada, porque, se tivermos uma comunidade mais informada, ampliamos a sua dimensão crítica e os seus graus de participação”, remata o vereador da cultura aveirense.
O curso “Herança cultural na sala de aula” prossegue no dia 18 de Abril, com a palestra “Património edificado e turismo / Turismo, cidade, cultura e globalização”, por Cláu-dia Henriques, da Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo da Universidade do Algarve. No dia 2 de Maio, será apresentada a palestra “Turismo de promoção do património cultural / Estratégias de divulgação da região de Aveiro no âmbito da promoção de Portugal além fronteiras”, por Flávio Lopes, da Direcção Regional de Lisboa do IPPAR – Instituto Português do Património Arquitectónico.
C. F.
