Alunos crescem em amizade com amigo J.C.

Gentilmente acolhidos por uma exibição instrumental e dadas as boas-vindas do P. João Mónica, director do Colégio, durante a manhã o entusiasmo imperou no grande pavilhão com a apresentação das 27 escolas e dois colégios presentes. Munidos de bonés brancos e de lenços de várias cores (identificativas do arciprestado), os alunos cantaram e dançaram ao som do grupo musical “Paz inquieta”, aplaudindo com entusiasmo as apresentações das escolas secundárias participantes.

Seguiu-se, após um pequeno intervalo, uma bonita celebração presidida por D. António Marcelino, que se dirigiu ao público presente deixando a mensagem de que somos todos apóstolos uns dos outros e que “as coisas de Deus” chegam aos outros através de cada um de nós. “Ser grande é ser capaz de ver o Outro, ser capaz de fazer pequenos – grandes – bens com amor e vontade”.

Com base na leitura da parábola do “grão de mostarda”, o bispo de Aveiro falou ao público jovem presente.

“Grão de mostarda é o dom de Deus recolhido no Baptismo. Grãos de mostarda são as pequenas coisas que fomos aprendendo pelos pais, avós, educadores, professores. Grão de mostarda é o pequeno esforço de cada dia para ir para a escola ou catequese… Grão de mostarda é a ajuda que dou ao colega na escola, em casa às mães… Um dia, todos estes pequenos grãos darão uma árvore grande; como um tijolo e outro que, juntos, fizeram a casa…”

“É o teu testemunho que vai mudar o mundo”

D. António Lembrou também o Papa J. Paulo II, no dia do seu funeral. Um dia alguém perguntou ao Papa: “Porque viaja tanto?” Avançou o Bispo de Aveiro que são inúmeras as possíveis respostas: porque é preciso fazer germinar sementes; porque é preciso dar a alegria de viver; porque é preciso conviver; porque é preciso a certeza do amor de Deus; porque é preciso a coragem para ir mais longe.

 A celebração tocou “bem fundo” os alunos e professores presentes. Uma aluna e uma professora foram desafiadas a falar “do que é ser professora” e “do que é ser aluna de EMRC” (ver textos na página 12), testemunhos em que professores e alunos se reviram.

Da parte da tarde, entregaram-se prémios aos três alunos vencedores do concurso diocesano de logotipos para a Disciplina. O desenho do primeiro prémio serviu de motivo aos bonés brancos inicialmente distribuídos por todos os presentes.

A animação continuou, ao som do grupo “Paz Inquieta”, e aproximadamente 40 professores presentes foram chamados ao palco para cantar, coincidência ou não, o refrão não poderia ser mais apropriado “É o teu testemunho que vai mudar o mundo”.

Filipe Tavares, com Isabel Sofia e Pe. Costa Leite

O Papa gostaria de estar aqui

No final do encontro, Elisa Urbano, do Secretariado do Ensino Religioso, que, com uma equipa de professores, organizou o Inter-Escolas, afirmou ao Correio do Vouga que encontros deste género servem “para que os professores se sintam motivados, pois sabem que não estão sozinhos” e os “alunos mais novos, ao verem os mais velhos, não desistam das aulas” de EMRC. “Sentimos que somos um grupo e, perante as dificuldades que por vezes nos criam, encorajamo-nos uns aos outros”, concluiu Elisa Urbano.

D. António Marcelino afirmou ao Correio do Vouga que o encontro de Calvão não foi como tantos outros, “só barulho, barulho, barulho”, mas teve momentos de festa e de silêncio, sempre “com muito entusiasmo e alegria”. “Não foi para ver um jogo de futebol que os alunos vieram, mas por causa de um elemento fundamental da formação integral”, disse, referindo-se às aulas de EMRC. Aos alunos, nas últimas palavras que lhes foram dirigidas, o Bispo de Aveiro afirmou: “A Dr. Elisa, por causa da morte do Papa, perguntou-me se devíamos adiar o encontro. Adiar!? De modo nenhum – disse eu. O Papa gostaria de estar aqui connosco. Gostava tanto de jovens que não gostaria que adiássemos a festa pelo facto de ter morrido!”

J.P.F.