Uma estrada para S. Jacinto

Memória CV – Há 69 anos Corria o ano de 1937 e o Correio do Vouga dava um grande destaque a uma “interessante proposta da Comissão de Iniciativa e Turismo de Aveiro”: “Uma estrada marginal da Ria, de S. Jacinto a Ovar”.

“O problema do turismo na cidade de Aveiro para atracção de forasteiros resume-se quási exclusivamente ao estudo de valorização turística das belezas naturais da sua encantadora Ria. Ela é, pode dizer-se, o seu grande atractivo e um imenso cartaz reclame, policromado e vistoso, a lembrar sempre a Veneza de Portugal!”, escrevia Lourenço Simões Peixinho (sim, o médico e presidente da Câmara, que mandou construir a Avenida Central, que viria a ganhar o seu nome), na edição do Correio do Vouga de 9 de Janeiro de 1937.

Nesse sentido, Lourenço Peixinho sugeria a construção de “uma estrada que, partindo de S. Jacinto, (…) fosse marginando a Ria, até encontrar com a estrada Ovar-Furadouro, no limite norte da Ria de Aveiro”, e apontava as vantagens para os turistas, a Aviação Marítima, os Serviços Florestais, o Socorro a Náufragos e a Defesa Nacional. A proposta viria a ser aceite e a estrada construída. Passou a ser possível ir de automóvel até S. Jacinto, embora tendo de passar por Ovar-Furadouro, enquanto a Ponte da Varela (Bunheiro/Torreira) não foi construída.