D. António sublinha as consequências sociais da Missa

Peregrinação diocesana e Dia do Catequista em Schoenstatt “Temos de multiplicar os passos que levam à comunhão, por cinco, dez ou mil, para irmos ao encontro do jovem, do doente, do casal em dificuldades, do pobre”, disse D. António Marcelino, durante a peregrinação, que reuniu dois milhares de pessoas no Santuário de Schoenstatt, na Gafanha da Nazaré. O tema do dia era “Com Maria, Eucaristia no dia-a-dia”, e o Bispo de Aveiro desenvolveu-o em dois sentidos: Maria leva à Eucaristia; a Eucaristia, para ser verdadeira, não pode senão levar o “cristão eucaristiado” ao empenho na vida. “Comungar o corpo do Senhor sem comungar as inquietações do Senhor não é comunhão eucarística”, afirmou.

“Maria foi o sacrário vivo de Jesus Cristo, o primeiro sacrário da História da Humanidade (…). Não teve luz própria, mas a luz que vem de Deus. Orientou toda a sua vida para testemunhar o lugar de Deus na sua vida (…); daí que constitua um modelo para orientarmos a nossa vida para Deus, para Jesus Cristo”, afirmou o Bispo de Aveiro. Essa reorientação cristã passa pela Eucaristia dominical, que é o centro, pois “a semana anseia pelo domingo”, e pela vivência comunitária. “Não somos cristãos separados ou por conta própria”, disse D. António.

Como não pode haver Eucaristia sem padres, o Bispo de Aveiro cri-ticou alguns cristãos e comunidades que querem um padre, mas não fazem o que podem fazer. “Quando a paróquia não tem padre, correm ao Bispo a pedir. E eu digo-lhes: «Tende-lo lá». «Onde está? Quem é?» – perguntam-me. «São os vossos filhos, os vossos jovens»”. “Deus não se cansa de chamar – conclui o Bispo de Aveiro –, mas por vezes os pais calam o sonho de Deus”.

O tema vocacional foi o mote da conversa que D. António teve com os catequistas durante a manhã. Celebrava-se também o “Dia Diocesano do Catequista”. “O padre é importante, não por ser santo, mas porque é necessário para a obra de Deus”, disse. “Há muita gente que está sempre de coração aberto para criticar os padres, esquecendo o bem que fazem. Têm defeitos? Quem não tem que atire a primeira pedra. Muitos dos defeitos do padre são fruto da falta da carinho da comunidade”. Durante a manhã, D. António realçou o papel do catequista como agente de promoção vocacional.

Na celebração da tarde, no dia 1 de Maio, o Bispo de Aveiro lembrou ainda as Mães e os Trabalhadores. A peregrinação diocesana terminou com a consagração a Nossa Senhora.