O escândalo da semana

Olhos na Rua Foi, já todos viram, o dos candidatos a magistrados, que não resistiram à tentação do copianço e apresentaram provas de exame feitas por este caminho tortuoso. Uns opinam que se repita o exame, outros que não é para tanto, dada a dificuldade da repetição, ainda outros pela sua expulsão do CEJ, em tempos idos uma escola de grandes exigências, agora, pelo que parece, mais permissiva para não destoar de muitas escolas estatais, que, por orientação superior e à revelia de professores muito sérios, parece quererem propiciar aos seus alunos bons resultados com pouca exigência e trabalho. É o que parece, quando se vê que, provada a falsidade do mérito, apesar de tudo todos poderiam avançam com os dez valores niveladores. Finalmente, o mundo dos responsáveis do Ministério e dos grandes da Justiça apareceram a clamar que não pode ser.

Era jovem seminarista quando, no Seminário de Alcains, o então jovem bispo, D. António Ferreira Gomes, nos convocou ao salão grande para dizer a todos: “Um aluno que copie ou faça batota, não serve para padre e deve ir embora. Não tem vergonha nem sentido de responsabilidade, nem poderá orientar outros no caminho do dever e da verdade”. Nunca mais esqueci e veio-me ao de cima agora, mais uma vez. Será que no Centro dos Estudos Judiciais isto só aconteceu agora? Terá isto a ver, na parte que a alguns magistrados diz respeito, com a situação a que chegou o exercício da justiça?