Colaboração dos Leitores Embora da mesma espécie, cada ser humano é único e especial. Nenhuma pessoa pode ser substituída por um objecto, ou até mesmo por outra. Cada uma tem qualidades e defeitos e todas se diferenciam umas das outras, devendo igualmente ser tratadas com o respeito que merecem.
Esta singularidade que assiste a cada um de nós, conjuntamente com a inteligência e a superioridade moral, fazem parte integrante da humanidade e são estas características que nos distinguem dos seres irracionais. Por isso o homem é considerado a mais elevada forma de existência e tem um valor absoluto.
Para que possa usufruir verdadeiramente de liberdade, ele tem de viver com dignidade, respeito e responsabilidade, elementos fundamentais e indispensáveis à sua concretização como um ser humano, põe excelência.
As perspectivas e os ideais das pessoas que nos rodeiam, são também uma oportunidade para aprender, crescer, formando a nossa consciência e personalidade numa perspectiva mais abrangente e comunitária de bem comum, na criação de laços de amizade, numa interacção fraterna de ajuda mútua.
Esta ligação de proximidade implica, normalmente, a realização de compromissos, que devem ser cumpridos responsavelmente; logo, a Pessoa deve agir e reagir recusando a neutralidade, a apatia e a indiferença.
O indispensável espírito crítico permite uma avaliação dos diversos aspectos relacionados com o ser humano e deve ser encarado como um incentivo para o aperfeiçoamento, fazer com que o homem não aceite todas as atitudes e condutas dos outros (e até de si mesmo: autocrítica), mas que analise o que lhe parece negativo, busque o melhor e se esforce por o implementar em seu redor.
Só imbuído destes valores é que o Homem poderá, real e efectivamente, invocar, em plenitude, a sua verdadeira condição de “ser humano”, no sentido mais elevado e nobre que esta qualidade deve ter e que se pretende que tenha.
Rita Moreira
