Olhos na Rua Veio de novo à discussão o problema dos apoios do Estado à pílula anticonceptiva. Vozes se levantaram a gritar: Se tal acontecer, os abortos clandestinos vão disparar. Haja quem explique: Mulheres que querem abortar, algumas já o fazem pela segunda ou terceira vez, passam à frente de doentes graves que esperam, há muitos meses, consultas ou cirurgias urgentes. Muitas são recidivas e não fizeram nada do que lei prescreve, mas não dispensam ser privilegiadas, por força da mesma lei. A inúmeros cidadãos pobres são retirados medicamentos gratuitos para doenças crónicas permanentes, mas as mulheres, e mais ainda as jovens, continuam a dispor de pílulas e anticonceptivos gratuitos nos centros de saúde. Quem explica isto de modo a que se entenda? É a política dos paninhos quentes e do não desagradar aos críticos.
O caminho para uma vida responsável e sadia está na educação a partir de longe Os resultados não são imediatos. Mas só quem semeia, pode recolher a seu tempo.
