Encontrados milhares de fragmentos cerâmicos no Castro de Salreu

Mais de 2.300 fragmentos cerâmicos, originários da Idade do Ferro, foram descobertos durante as primeiras escavações arqueológicas realizadas no Castro de Salreu, ocorridas neste Verão, segundo foi revelado por António Manuel Silva, do Centro de Arqueologia de Arouca, na intervenção que proferiu nas II Jornadas de História e Património de Estarreja.

Para além desses vestígios cerâmicos, aquele arqueólogo referiu a descoberta de “alguns objectos em pedra, restos de utensílios mecânicos e duas contas de colar em pasta vítrea, de procedência mediterrânica”.

As escavações confirmaram “a ocupação proto-histórica do Castro de Salreu, em termos de espólio e por alguns vestígios de estruturas”, que apontam para a ocupação dessa zona durante alguns séculos, entre os anos 2500 e 2000 a.C., pelo que António Manuel Silva afirma que “a continuidade se afigura perfeitamente justificada”.

A intervenção no Castro de Salreu, localizado numa colina de média altitude, rodeada a Norte e a Poente pelo rio Antuã, foi realizada pelo Centro de Arqueologia de Arouca, com o apoio financeiro e logístico da Câmara Municipal de Estarreja, na qual participaram cerca de 15 colaboradores, quer profissionais, quer jovens estudantes voluntários. O estudo está inserido num projecto de investigação dimensionado para a bacia do rio Antuã, envolvendo outros sítios arqueológicos, e com uma duração de quatro anos.

C.F.