O local é de uma instituição laica. A sala de jantar presta-se a mil formas de convívio à volta da mesa. Naquele dia, o almoço jubiloso de Primeira Comunhão era uma das muitas festas que tem acolhido.
Reparei numa coisa: em lugar de destaque, lá estava um quadro da Última Ceia de Jesus, a presidir ao ambiente festivo.
É natural que a maior parte das pessoas não se tenha apercebido da presença discreta, mesmo silenciosa, desse ícone da Eucaristia, mesa da entrega do Senhor, do encontro, da comunhão fraterna.
Todavia, num mundo de furiosa pandemia iconoclasta, fiquei a pensar que, afinal, ainda há gente que reconhece os valores do cristianismo como elementos estruturantes da nossa matriz cultural. E não só os respeita como os promove. Um sinal positivo!
Q.S.
