O que disse o Papa na JMJ – 2 Pergunta – As Jornadas mundiais da juventude são um tempo belíssimo e suscitam muito entusiasmo, mas depois os jovens regressam a casa e encontram um mundo no qual a prática religiosa está em diminuição acentuada. Muitos deles provavelmente já não frequentarão a igreja. Como se pode dar continuidade aos frutos das Jornadas mundiais da juventude? Pensa que efectivamente produzem frutos de longa duração, para além dos momentos de grande entusiasmo?
Resposta de Bento XVI – A sementeira de Deus é sempre silenciosa, não aparece imediatamente nas estatísticas. E com a semente que o Senhor lança na terra durante as JMJ, acontece como com a semente da qual Ele fala no Evangelho: algumas caem ao logo da estrada e perdem-se; outras caem sobre os pedregulhos e perdem-se; algumas caem entre os espinhos e perdem-se; mas algumas caem na terra boa e produzem muito fruto. Exactamente assim acontece com a sementeira da JMJ: muito se perde – e isto é humano. Com outras palavras do Senhor: o grão de mostarda é pequeno, mas cresce e torna-se uma árvore frondosa. E ainda, certamente, muito se perde, não podemos dizer imediatamente: a partir de amanhã recomeça um grande crescimento da Igreja. Deus não age assim. Mas cresce em silêncio e muito. Sei que das outras JMJ nasceram muitas amizades, e para toda a vida; muitas experiências novas de que Deus existe. E sobre este crescimento silencioso nós depositamos a confiança e estamos certos, embora as estatísticas não se pronunciem muito, de que a semente do Senhor realmente cresce e, para muitas pessoas, será o início de uma amizade com Deus e os outros, de uma universalidade do pensamento, de uma responsabilidade comum que deveras nos mostra que estes dias dão fruto.
Bento XVI, ainda no avião, na viagem entre Roma e Madrid, respondendo a perguntas dos jornalistas (18 de Agosto)
