Olhos na Rua Chamam a estas agressões, na escola, um nome inglês, como se nome tão erudito e pomposo atenuasse o mal preocupante que por aí vai grassando. Sempre houve escaramuças entre alunos das escolas, por amigos que fossem. Mas, brigava-se de manhã e, de tarde, já voltavam a brincar ou a jogar juntos. Agora, premedita-se a agressão, executa-se com requinte, procuram-se aliados para a aventura, garante-se o filme ou a reportagem. Pouco interessam os traumas para a vida, as mudanças de escola, o sofrimento dos pais, os responsáveis da escola em malabarismos para evitar males maiores… Mas, as agressões, agora, também são de professores e no seio da família.
Vamos sempre bater ao mesmo sítio. Quem educa, seja a que nível for, tem o dever grave de inculcar nas crianças e nos jovens o respeito pelos outros e sentimentos de paz. A educação não o dispensa. Ou se faz educação a sério ou é inevitável o resvalar diário para uma sociedade agressiva onde a vida é impossível.
É preciso travar o efeito espiral, sem o que iremos de mal a pior. Como se chegou a esta desgraça? Quem o souber, que o diga. Talvez, se ainda se for a tempo, se possa atacar o mal pela raiz.
