Cardeal-patriarca revela desejo dos bispos que o 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição, permaneça “intocável”.
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) afirmou em Fátima, no dia 10 de Novembro, que a decisão sobre a eliminação de feriados religiosos compete à “Santa Sé”, mas adiantou que os bispos querem que o dia da Imaculada Conceição permaneça “intocável”.
“Nós, bispos, gostaríamos que o 8 de Dezembro fosse intocável e que as negociações andassem à volta do 15 de Agosto, que é outra festa de Nossa Senhora [solenidade da Assunção]”, disse D. José Policarpo na conferência de imprensa conclusiva da Assembleia Plenária do episcopado católico.
Em causa, no calendário nacional, estão dois feriados religiosos, um dos quais deverá ser o “Corpo de Deus”, celebrado anualmente a uma quinta-feira, 60 dias depois da Páscoa, que passa para o domingo seguinte.
O cardeal-patriarca de Lisboa precisou que “pela Concordata, a autoridade negocial para essa questão é a Santa Sé”, não os bispos de Portugal. A este respeito, admitiu que o “Governo parece ter pressa na solução deste problema”, emitindo assim uma opinião antes de qualquer pedido oficial da Santa Sé, por não ser “compatível” esperar pela próxima assembleia, marcada para Maio.
“A dificuldade mais objectiva” é a do dia da Imaculada Conceição, indicou o presidente da CEP, destacando mesmo que “a única proposta clara é o ‘não’ ao 8 de Dezembro, o resto está tudo aberto, porque é assunto de negociação”. “Temos mais dificuldade em aceitar isso na Imaculada Conceição”, acrescentou o presidente da CEP, que falou numa festa “universal” com grande “tradição cultural” em Portugal, onde Nossa Senhora foi “coroada Rainha”. “A imagem da Senhora da Conceição é quase tão frequente como a da Senhora de Fátima”, sublinhou.
