Procissão pela Ria garante tradição

Festas em honra de Nossa Senhora dos Navegantes As festas em honra de Nossa Senhora dos Navegantes voltaram a animar a Ria, no domingo, com a procissão que proporcionou a muita gente ribeirinha um passeio de vistas diferentes, certamente em espírito de fé.

Por iniciativa do Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, que há cinco anos fez reviver esta tradição há duas décadas esquecida, Nossa Senhora dos Navegantes, que se venera no Forte da Barra, presidiu, mais uma vez, a uma festa que contou com a participação de muita gente. Centenas de pessoas encheram barcos e barquinhos, todos engalanados, que se incorporaram na procissão, enquanto outras tantas se ficaram pelas margens a apreciar.

Para Braga da Cruz, presidente do Conselho de Administração da APA (Administração do Porto de Aveiro), a devoção à Senhora dos Navegantes é muito profunda nas comunidades ligadas ao mar, “com pessoas que vivem uma realidade dura”, sendo fundamental “o apoio que lhes vem de Deus e de Nossa Senhora, para aguentarem os momentos mais difíceis”.

O Porto de Aveiro, como está ligado à cultura marítima, “tem todo o gosto em se empenhar para que estas tradições persistam e se desenvolvam, porque está convencido de que tem de ser fiel ao sentir das gentes do mar”, garantiu ao Correio do Vouga Braga da Cruz.

Alfredo Ferreira da Silva, o grande impulsionador desta iniciativa, referiu que o nosso povo, mais ligado ao mar e à ria, sempre nutriu por Nossa Senhora dos Navegantes uma veneração especial, razão por que o Grupo Etnográfico decidiu apostar na reposição da festa, agora com a procissão pela Ria, sempre ao gosto das pessoas.

Nesta romaria não faltou o folclore e a música, a missa campal em frente à capela do Forte, animada pelos cantares dos grupos etnográficos, e muita animação que alguma chuva, afinal, não perturbou grandemente.