A rapariga que roubava livros

Li e recomendo Teresa Correia, professora, sugere “A rapariga que roubava livros”, de Markus Zusak, na editora Presença.

A única obra traduzida em português de Markus Zusak é um dos livros que recentemente me fez acordar mais cedo, esquecer tv ou Internet, para me deleitar com “A rapariga que roubava livros”.

Porquê? Frases curtas, pequenos sumários, capítulos com títulos sugestivos, estilo quase policial e técnica narrativa pouco usual levaram-me a conviver com Liesel, ao longo de 460 páginas.

Perto de Munique, durante a II Guerra Mundial, Liesel, 9 anos, descobre a leitura. As bibliotecas atraem-na. Contracena com a sua família de acolhimento (o pai que a ama e a madrasta que a maltrata), os amigos, a mulher do presidente da Câmara, que lhe abre a sua biblioteca e com ela partilha o gosto pelos livros, os nazis e o judeu que a família abriga, com risco da própria vida.

Nesta obra, de história envolvente e grande emoção, não fui capaz de deixar de apreciar o estilo do autor. A ler para reaprender o gosto pela leitura.

Teresa Correia