Olhanense 2 – Beira-Mar 1 Circunstâncias
Estádio José Arcanjo; domingo, 15 de janeiro de 2012; Olhanense 2 (Wilson Eduardo 53’; Rui Duarte g.p. 80’) Beira-Mar 1 (Artur 85’). Árbitro: Manuel Mota da Silva (A.F. Braga); 1612 espetadores.
Jogo vivo
Foi um jogo intenso aquele a que assistiram cerca de 1600 espectadores, no Algarve, com um início e final de jogo frenéticos. Acabou por vencer a equipa que mais arriscou e que teve durante os 90’ maior volume de jogo ofensivo. Apesar da derrota, os comandados por Rui Bento demonstraram uma boa réplica daquilo que são capazes de fazer nos campos adversários e até dispuseram de ocasiões soberanas para alcançar outro resultado. De referir ainda que este resultado foi também o primeiro triunfo de Sérgio Conceição como treinador principal da equipa do Olhanense.
Entrada com tudo
As duas equipas entraram bastante determinadas em campo, com o objectivo de resolver cedo o jogo, proporcionando um início quente e animado a todos aqueles que, diga-se, em bom número, se deslocaram ao estádio do Olhanense. Este duelo entre algarvios e aveirenses marcou também a estreia em jogos oficiais em casa de Sérgio Conceição como técnico principal. Após um início animado de partida, com lances de golo a pairar nas duas balizas, o jogo caiu de intensidade e o equilíbrio foi a nota dominante até ao intervalo.
Com o intervalo
vieram as más notícias
Antes de se iniciar o segundo tempo aconteceu aquilo que se adivinhava desde o final da primeira parte: o guarda-redes Rui Rego saíra muito queixoso para o intervalo e no reatamento da partida cedeu o seu lugar a Jonas, que, apesar da derrota, efetuou uma boa exibição. Ainda o guarda-redes suplente do Beira-Mar não tinha aquecido o lugar e já estava a sofrer o primeiro golo da partida na sequência de um canto, marcado por um ex-beiramarense, Wilson Eduardo. Os auri-negros não se deram por vencidos e partiram para cima do adversário para inverter o rumo dos acontecimentos e chegar ao golo da igualdade. Mas a história repetiu-se, muitos lances de perigo e oportunidades falhadas pelos forasteiros, aproveitando os da casa para dilatar a vantagem ao minuto 80 na conversão de uma grande penalidade, a castigar falta de Nildo sobre Salvador Agra. Rui Duarte não perdoou e aumentou para 2-0. Rui Bento, que já não tinha nada a perder, apostou tudo no ataque e aos 85’, também na conversão de uma grande penalidade, Artur reduz para 2-1, resultado que se manteria até ao final da partida.
Amargo de boca
O resultado acaba por dar um amargo de boca para os aveirenses, que apesar de grande posse de bola e criação de inúmeras oportunidades para chegar ao golo, mais uma vez falharam na finalização e comprometeram as aspirações de trazer pelo menos um ponto desta deslocação ao Algarve. E como se costuma dizer, um azar nunca vem só. Como não bastava a derrota e lesão de Rui Rego, Rui Bento não poderá utilizar no próximo jogo, e logo frente ao “europeu” Marítimo, o defesa Hugo, um dos jogadores nucleares nesta equipa, já que foi expulso em Olhão.
João Paião
