Nestes primeiros cinco anos após a sua reabertura ao público, o Cine Teatro de Estarreja (CTE) recebeu cerca de 135.000 espectadores e acolheu 1.035 espectáculos, numa média de 215 pessoas por evento.
Dos 1.035 espectáculos, 614 foram sessões de cinema, 356 espectáculos no auditório e 65 espectáculos no café concerto. No que se refere aos espectáculos, 164 foram na área da música: 51 de música ligeira, 39 de música tradicional, 30 de bandas filarmónicas, 23 de música clássica e 21 de música jazz. O teatro foi a segunda área com maior número de espectáculos (126), seguindo-se a dança (35), as variedades (28) e o novo circo (3).
Durante este período o CTE desenvolveu uma programação com marcas próprias, de que são exemplos os Concertos Íntimos, o Só(R)Rir – Festival de Humor, o 100CENAS – Mostra de Artes Performativas e o EstarrreJazz – Festival de Jazz, ao mesmo tempo que explorou sinergias com agentes exteriores com extensões de diversos ciclos e festivais, como o OuTonalidades, Bandas em Concerto, Fitei, Burla, O Gesto Orelhudo, entre outros, tendo ainda promovido uma parceria intermunicipal de que resultou o Festim – Festiva Intermunicipal de Música do Mundo.
O CTE permitiu o desenvolvimento de diversos projectos de arte comunitária que, por terminarem com a apresentação de espectáculos sob direcção de profissionais, tiveram grande impacto ao nível social, como aconteceu com a ópera popular “Auto da Fonte dos Amores” (2006); “Caruma”, com coreografia de Madalena Vitorino e música de Carlos Bica (2007); “Projecto Respira”, com coreografia de Aldara Bizarro (2008/ 2009); e o musical “José e o Deslumbrante Manto de Mil Cores” (2009).
Actualmente, o CTE participa em duas redes de programação co-financiada pelo QREN: a Cultrede, com outros 17 municípios como parceiros; e uma rede para programação de teatro contemporâneo em Portugal – ciclo de formação e consolidação de públicos – em parceria com os teatros de Vila Real, Bragança e Virgínia (Torres Novas).
