Olhos na Rua Dizia-me um velho amigo, falando de um amigo comum, tão generoso que nunca parava: “Ele atira sempre e só para onde está virado”. Facilmente se entende que, com isto, queria dizer que, para ele, era mais importante fazer do que cuidar do que fazia, de modo a não correr em vão ou a produzir apenas vento nas suas corridas em serviço.
Este será talvez um mal destes tempos: os pais acham mais importante ganhar para os filhos do que dar-lhes atenção; os jovens fazem mil coisas de que gostam, com prejuízo do principal, que é o estudo; os padres correm para atender a todos, sem tempo para acolherem os que deles precisam, com algum tempo e disponibilidade para ouvir…
Assim não se vai longe. O que se nos põe ante os olhos exige cada vez mais atenção e reflexão. Não basta ser generoso e fazer muito. É preciso saber apontar para o sítio certo.
