Comunidade Quem é que não se lembra daquela varanda no 1.º andar do Seminário, virada para o campo de futebol e campo de basquetebol? Essa sala já acolheu muitos espaços, hoje é a nossa “sala de televisão”. Habituei-me, durante os meus anos de seminarista, a ter naquele espaço a sala de leitura, com uma varanda de onde se podia vislumbrar a universidade já crescida e logo ali a residência universitária. Imagino que tempos houve em que daquela sala se viam campos e mais tarde prédios a crescer lá para os lados do Bairro de Santiago. Hoje, naquela varanda já quase que não vejo a residência universitária e também quase nada da universidade, mas vejo (vemos) a Casa Sacerdotal Santa Joana Princesa a erguer-se.
Novos horizontes se abrem, não apenas ao meu olhar, mas ao olhar deste Seminário que é chamado a acolher no seu seio uma nova dimensão: acolher aqueles que outrora educou e formou! A semente lançada à terra deu fruto… E esse fruto traz em si novas sementes. Sentimos o Seminário desprovido de algumas vistas, sem dúvida, mesmo quem vem da universidade, dos lados do pavilhão, já nem vê o Seminário, mas continua a ver as suas torres que são a referência deste edifício implantado. Apesar das vistas que se encurtam, o Seminário está agora mais completo, porque tem uma entrada e fachada inconfundível e que afirma aquilo que quer ser, mas tem também a nascer um novo espaço que diz a toda a diocese e àqueles que por aqui passam que cuidamos de todas as gerações com o mesmo carinho, entusiasmo e esperança com que cuidamos dos mais novos.
Nunca tinha pensado neste novo horizonte a sério, mas sinto agora o nosso Seminário mais humano, mais justo e ainda mais bonito. Vão surgir muitas vozes críticas quanto ao projeto, às formas de angariar fundos, ao enquadramento estético do novo edifício… Mas, sabem, estou certo que para além de todos estes aspetos importantes, nada há de mais estimulante que sabermo-nos devedores e gratos de vidas doadas ao serviço do Reino de Deus no ministério presbiteral e sentir que o Seminário não poderia cumprir plenamente a sua missão se não aproveitasse estes frutos crescidos e maduros para relançar novamente a semente à terra.
Estou certo de que todos nos envolveremos neste cumprimento de mais uma missão do Seminário.
P.e João Alves,
Aveiro
