Educação e Ambiente O que têm em comum o carvão, o fuelóleo, o gasóleo, a água e o vento? A partir de todos eles é possível produzir, “fabricar”, energia elétrica.
Muitos de nós, ao acendermos o interruptor que nos permite ter iluminação na sala, não nos apercebemos do longo caminho necessário para que, a partir de uma fonte de energia primária, seja produzida energia elétrica (“eletricidade”).
E como saber quais as fontes de energia usadas para produzir a eletricidade que nos permite ligar o micro-ondas, aspirar e ter iluminação em casa?
Uma forma fácil é lermos a informação disponibilizada na fatura da eletricidade; na 2.ª página, ao fundo, podemos ficar com uma noção da contribuição que o vento (“energia eólica”), o gás natural, o carvão e a água (“hídrica”), entre outros, têm na produção de energia elétrica. Cada fonte de energia usada tem maiores ou menores impactes.
Por exemplo, no caso do carvão, este é extraído em minas, transportado até às centrais termoelétricas e aí é queimado; é produzido vapor de água a elevada pressão que movimenta uma turbina, assim produzindo energia elétrica. No nosso país, é usado carvão importado para produzir energia elétrica em algumas centrais termoelétricas – como a central de Sines. Aqui, o consumo diário de carvão pode atingir as 11 000 toneladas. Este carvão viaja desde a África do Sul, de barco, até ao porto de Sines. A decisão da construção desta central ocorreu na sequência das crises petrolíferas de 1973 e 1979, e com base numa estratégia de diversificação de fontes de energia primária para a produção de energia elétrica. Uma parte da nossa energia chega de barco.
Quando são usados combustíveis fósseis, como o carvão ou o fuelóleo, na produção de eletricidade, ocorre um processo de combustão. Nesse processo, o carbono (um dos “ingredientes” presentes nestes combustíveis) reage com o oxigénio dando origem ao CO2, o dióxido de carbono. Ou seja, ao ligarmos o interruptor na sala, para termos iluminação, estamos a contribuir para que seja queimado carvão e ocorra libertação de dióxido de carbono. Se repararmos com atenção na fatura de eletricidade, existe também na 2ª página a indicação de dois parâmetros: “gasto médio diário no período” (em €) e “emissão de CO2 associado ao consumo de energia desta fatura” (em Kg).
Por outro lado, a energia elétrica que consumimos atualmente tem na sua origem, em cerca de 30%, a energia do vento. Um olhar atento para a “conta da luz” pode assim ajudar-nos a ter uma noção mais clara dos tipos de energia que usamos no nosso país. E, a nível individual, quanto contribuímos na emissão desse gás, o CO2, que contribui para o aquecimento global. Enquanto país necessitamos de dispor de várias fontes de energia; enquanto cidadãos podemos fazer a nossa parte e usar a energia elétrica de uma forma responsável. Algo tão simples, como a troca de uma lâmpada por outra mais eficiente, faz a diferença. Trocar muitas lâmpadas em muitos lares, faz muito mais!
