Actualmente pároco de Veiros, Tomás Marques Afonso comemorou 50 anos de padre na Igreja de Beduído, onde foi ordenado em 1959, e disse estar disponível para trabalhar por muito mais tempo
O Padre Tomás Marques Afonso comemorou no dia 19 de Julho, em Estarreja, as Bodas de Ouro de ordenação. Na Eucaristia de acção de graças, a que presidiu D. António Francisco, marcaram presença padres e diáconos permanentes amigos e pessoas oriundas das terras por que passou, no exercício do seu múnus sacerdotal, tanto de paróquias como das Forças Armadas, onde serviu como Capelão Militar.
O Bispo de Aveiro, D. António Francisco, referiu, na homilia, o Ano Sacerdotal que está a decorrer, “por vontade expressa do Papa Bento XVI”, sublinhando a importância das vocações sacerdotais, “nascidas em famílias cristãs de vida dinâmica”. Depois frisou a caminhada presbiteral do P.e Tomás Afonso, dizendo que, presentemente, agora na sua terra, se encontra a servir o Povo de Deus, que está em Veiros.
D. António agradeceu ao P.e Tomás o serviço “tão gene-roso” por ele prestado à Igreja de Jesus Cristo e ao seu povo. “Dou graças a Deus por este povo que ele serve, pelo serviço por um mundo melhor”, disse o Bispo de Aveiro.
O P.e Tomás Marques Afonso começou a exercer o seu ministério sacerdotal na Gafanha da Nazaré, como coadjutor do P.e Domingos José Rebelo dos Santos. Natural do lugar de Póvoa de Cima, freguesia de Beduído, onde nasceu em 6 de Janeiro de 1934, foi ordenado presbítero em 19 de Julho de 1959, na sua igreja matriz, por D. Domingos da Apresentação Fernandes. Entrou na Gafanha da Nazaré em 27 de Outubro do mesmo ano, tendo permanecido nesta paróquia até 27 de Outubro de 1961. Depois passou por outras paróquias e pelas Forças Armadas, como Capelão, tendo atingido a posição de Coronel.
O P.e Tomás, ao recordar um pouco da sua vida, agradeceu a Deus, que sempre o dinamizou no cumprimento da sua missão, “quer dentro dos Quartéis ou Unidades Militares, quer nas paróquias” que serviu. Recordou “os nativos africanos da Guiné, Moçambique e Angola”, que o ensinaram “a cultivar maiores conhecimentos dos Povos e do Universo”, e manifestou a sua gratidão aos muitos conterrâneos, familiares, amigos e outros povos, por onde passou e de quem se tornou servo. No final, com algum humor à mistura, o P.e Tomás ainda manifestou vontade de trabalhar por mais uns 25 anos, porque se sente com coragem para isso.
Fernando Martins
