Simplicidade… de coração!

De 26 de agosto a 2 de setembro, o SDPJV Aveiro (Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil e Vocacional) levou um grupo de 16 peregrinos à comunidade de Taizé, em França.

Esta comunidade, de carisma ecuménico, “perdida” no meio de uma colina, na região da Borgonha, abre os braços para acolher os milhares de jovens que ai procuram viver esta simplicidade de coração.

Partilhámos esta semana com cerca de 2500 pessoas, na sua maioria jovens, contribuindo com o nosso trabalho voluntário para que tudo funcionasse bem, nos dias marcados pelos três grandes momentos de oração diários.

Como nos dizia o Ir. Alois, superior da comunidade, nesta semana, “aqui em Taizé experimenta-se que Cristo pode reunir-se para além de todas as fronteiras”. Mas a sua mensagem impele-nos à nossa vida de todos os dias e às nossas comunidades: “Pelo batismo somos portadores de um novo dinamismo de paz para a humanidade. Temos que ser sinais de comunhão e de esperança para os desencorajados. O mundo está sedento desta esperança.”

Ir a Taizé é voltar com esta esperança reforçada na simplicidade de coração!

O.M.

TESTEMUNHOS

Que mais?

“Buscai o Senhor com simplicidade de coração, pois Ele deixa-se encontrar pelos que não desconfiam Dele.” (Sab 1, 1-3)

“O que for maior entre vós que seja como o menor, e aquele que manda como aquele que serve.” (Lc 22, 24-29)

“De facto, embora livre em relação a todos, fiz-me servo de todos.” (1 Cor 9, 16-19)

Que mais poderia ser Taizé?

André Pereira, 26 anos,

várias vezes em Taizé

Identidade

O motivo da minha vinda a Taizé não foi interiormente pela Fé, mas foi uma experiência nova, boa e muito produtiva. Aprendi muito sobre outras culturas e cresci mais como pessoa e como cristão. No próximo ano espero fazer de novo parte desta experiência, pois é de facto algo com que me identifico.

Nicolau Lavres, 23 anos,

1.ª vez em Taizé

Os sinos marcam o ritmo

A paisagem natural envolvente da aldeia associada ao ritmo de vida simples da comunidade, cria um ambiente especial que me permitiu ter uma experiência diversificada e rica. Os sinos marcam o ritmo do dia, anunciando o início das três orações. Foi nos momentos de oração, em que tudo para e nos reunimos numa só Igreja e num só coração, que senti claramente que, independentemente da religião ou filosofia de vida de cada um, há uma mesma sede de Deus. É neste espírito que, respeitando as diferenças, cada um deixa revelar o melhor de si e procura dá-lo aos outros de uma forma aberta e gratuita. Foi muito bom sentir que há muitos jovens que vão a Taizé buscar a fonte que lhes permite acreditar e tentar, com pequenos gestos e atitudes, a construção de um mundo mais semelhante ao que Jesus nos ensinou.

Joana Luzeiro, 23 anos,

1.ª vez em Taizé

(Mais testemunhos na próxima semana)