1 – Amassar o linho
2 – Espadelar o linho
3 – Ripar o linho
4 – Fiar o linho com a roca
5 – Ensarilhar
6 – Cozer
7 – Barrelar o linho com cinza
8 – Dubadora (fazer o novelo com o linho)
9 – Fazer as canelas de linho
10 – Tecer o linho no tear
11 – Linho já tecido
A Casa-Museu Custódio Prato, situada na freguesia murtosense do Bunheiro, recebeu a recriação do ciclo do linho, evento composto por três etapas, realizadas nos dias 25 de março, 29 de julho e 7 de outubro. Até meados do século passado, a cultura do linho foi importante na economia local, já que o linho era a base dos trajes então usados pelos murtosenses e também dos têxteis do lar, das toalhas aos lençóis e colchas.
Esta última recriação do ciclo do linho começou com o amassar, o espadelar e o ripar do linho, tarefas que transformaram a palha em algo já mais parecido com fio. Num outro local do pátio da Casa Museu Custódio Prato, recriaram-se as tarefas de fiar o linho com a roca, talvez a mais emblemática de todo o ciclo do linho, à qual se seguiu o ensarilhar, o cozer o linho em velhas panelas de ferro, a barrela do linho (em que este era misturado com água e cinza) e a lavagem do linho. No alpendre da casa, procedeu-se ao encanelar o linho (enrolar os fios de linho nas canelas) e à tecelagem num velho tear manual.
Nesta recriação, participaram o Rancho Folclórico “Os Camponeses da Beira-Ria”, o Rancho Folclórico “As Andorinhas de S. Silvestre”, a Confraria Gastronómica “O Moliceiro”, a Associação Desportiva e Recreativa das Quintas e o Núcleo da Murtosa da Fraternidade de Nuno Álvares, que contaram com o apoio da Câmara Municipal da Murtosa e da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro.
