Milhares de jovens entraram no novo ano em oração, no Encontro Europeu que decorreu na Polónia
Depois do Encontro Europeu de Poznan, que reuniu na Polónia trinta mil jovens de 29 de Dezembro a 2 de Janeiro, a Comunidade ecuménica de Taizé anunciou a realização de novas etapas da “Peregrinação de Confiança através da Terra” para o novo ano, que incluem um encontro ibérico, a realizar no Porto, e o Encontro Europeu em Roterdão, Holanda.
O Encontro Ibérico, de 13 a 16 de Fevereiro, será realizado a convite de D. Manuel Clemente, para celebrar, em plena “Missão 2010” as “fontes da alegria cristã, no louvor, na partilha e no testemunho”.
Dando resposta a um convite conjunto da Conferência Episcopal holandesa, da PKN (principal igreja protestante nos Países Baixos) e do Conselho das Igrejas dos Países Baixos, o próximo Encontro Europeu animado pela Comunidade de Taizé terá lugar pela primeira vez na Holanda, em Roterdão, de 28 de Dezembro de 2010 a 1 de Janeiro de 2011.
Celebrar a liberdade com o olhar na China
“Liberdade é poder escolher quais são as nossas prioridades. Liberdade significa não nos rendermos às nossas tendências negativas. A liberdade também nos permite combater as estruturas de injustiça nas sociedades. Liberdade também significa poder exprimir a nossa fé”. As reflexões do Irmão Alois nas últimas noites do encontro traçaram um percurso desde a queda do Muro de Berlim à perseverança dos cristãos na China de hoje, num clima de crescente “sede de interioridade”.
No último encontro com os peregrinos, o prior de Taizé afirmou que durante estes dias de encontro, cada um pôde descobrir que não está sozinho. “Fazemos parte de uma comunhão de crentes”, disse.
“Pudemos ver que, na Polónia, a fé em Cristo é inseparável da pertença à Igreja. Então, mais que nunca, importa não fugir, mas avançar em frente para afirmar o nosso amor por esta comunhão única que é a Igreja”, acrescentou.
No centro da reflexão, como fio condutor do evento, esteve a “Carta da China”, escrita pelo Irmão Alois, que recentemente esteve no país durante três semanas.
“Se todas as noites vos falei da nossa viagem à China, foi porque descobri como é extraordinário estar ligado aos cristãos deste país. A China foi um país fechado durante tanto tempo. Hoje não podemos permanecer distantes; este país está mais próximo de nós do que pensamos”, afirmou.
O Irmão Alois referiu como “sinal de esperança” a “sede de interiorização” que se nota na China e apontou um paralelo entre os cristãos polacos e os chineses: “Durante a minha recente visita à China, com dois dos meus irmãos, várias pessoas falaram-me dos sofrimentos que os seus pais ou avós suportaram por causa da fé. Muitos de vós, vindos da Polónia ou de outros países da Europa Central ou Oriental, têm também pais e avós que sabem o que significa sofrer pela fé”.
Ecclesia / CV
