Melhores do mundo

Ponta de Lança Em regra, há um reconhecimento generalizado pela competência dos cidadãos lusos nos desempenhos a que são chamados ou tomam a iniciativa.

Num tempo de alguma, estudada, apreensão coletiva pelo futuro, surgem enumerações de personalidades, estudos, relatórios, descobertas, ideias… casos de sucesso, de muito sucesso. E não são casos ímpares, situações de exceção; são sistemáticas demonstrações e reconhecimento de práticas consolidadas.

Num país com as características de Portugal, o sucesso deverá ser enfatizado. O triunfo individual é relevante para estimular o coletivo. Até há determinadas situações de agraciamento devidas às características geoperiféricas do país (pequeno, com parcos recursos energéticos…). Portanto, há um mundo de oportunidades que galvaniza, projeta os portugueses.

Por estes dias, o desporto trouxe mais alguns exemplos Ronaldo, Mourinho, Pedro Proença. Também António Félix da Costa, no desporto automóvel, esteve em destaque.

Mas as seleções de futebol, de rugby, andebol… hóquei em patins, claro, grandes prestações.

Na ciência, destaque para Mónica Bettencourt-Dias, investigadora principal do grupo de Regulação do Ciclo Celular do Instituto Gulbenkian de Ciência. Recebeu a bolsa “Keith R. Porter” da Sociedade Americana de Biologia Celular (ASCB). Este prémio anual foi estabelecido em 1999 e reconhece a excelência do trabalho de um biólogo celular no início ou meio da sua carreira científica e tem como objetivo encorajar outros jovens e cientistas a prosseguir os estudos nesta área. Portugal é dos países do mundo com maior taxa de participação feminina em tarefas de investigação científica.

No Campeonato do Mundo de Debates Universitários 2013 (WUDC), que decorreu de 27 de dezembro a 3 de janeiro, em Berlim, patrocinado pela Universidade Técnica de Berlim e pela empresa de consultoria McKinsey, entre outros, saiu vencedora a Sociedade de Debates da Universidade do Porto.

Também podemos falar de enormes projetos singulares, emblemáticos: Centro de investigação Champalimud, o Aquário de Bacalhaus do Museu Marítimo de Ílhavo.

As referências são diversas e extensas, o que nos obriga a abrir apenas a base remota do espectro.

Falta-nos reconhecer o que somos para conseguirmos avaliar a nossa dimensão! Reduzindo tudo a pó e cacos, nunca conseguiremos sair dos relatórios do FMI ou outros pareceres técnicos que nos reduzam a números, por sinal bastante ridículos.

No ano europeu dos cidadãos e o ano internacional da cooperação da água abrem-se outras oportunidades para vencer.