Na Imprensa

Já tem nome [a onda]? Espero que sim. No Havai teria com certeza. Poderemos ressuscitar algum nome da tradição marítima nazarena? Quanto vale ou quanto poderá valer em proveitos turísticos? O que podemos fazer para a promover e proteger? Já temos uma reserva mundial de surf na Ericeira. E na Nazaré? O que estamos à espera? E tudo o resto à volta? As infraestruturas, a publicidade, o doce regional com o nome da onda, o reconhecimento de “onda de interesse nacional” por quem tutele as ondas, o pacote turístico negociado que possibilite o transporte aéreo gratuito de uma prancha com dimensões adequadas para a onda, a fábrica de pranchas compatíveis com a onda, o heliporto para voos cénicos, o telescópio no miradouro com medidor laser de ondas com fotografia instantânea, o centro de interpretação que explique a todos como e quando se forma a onda e… tudo o mais nos ocorra.

Gonçalo Calado

Público, 30-01-2013

Correm paralelos dois tempos no Portugal da crise: um corre em cima e é marcado essencialmente pelos de cima; outro corre em baixo e é sofrido pelos de baixo. Não comunicam entre si, embora se relacionem pela acção de uns, e pelas consequências em outros. O drama da nossa democracia em tempos desta crise encontra-se nessa incomunicabilidade que os distancia irremediavelmente um do outro, criando uma situação disfuncional e explosiva. Quem não entende que isto se está a passar e a agravar-se bem pode prevenir-se. É que o tempo não corre da mesma maneira em cima e em baixo.

José Pacheco Pereira

Público, 02-02-2013

O poder é moralmente neutro. Não é bom, nem mau por si mesmo, dependendo do uso de que dele se faz.

Paulo Trigo Pereira

Público, 03-02-2013

É do presente plural, aberto ao futuro, que importa experimentar e falar. O que não se pode é persistir em opções que desconvocam, logo à partida, a maioria dos cristãos, as mulheres.

Esta persistência da hierarquia católica em não contar com elas para conceber, projetar, orientar e realizar a missão da Igreja no mundo contemporâneo é considerada altamente negativa, em alguns ambientes eclesiais, embora noutros essa situação ainda se possa apresentar como absolutamente normal, pois “sempre foi assim”.

Bento Domingues

Público, 03-02-2013