A sacralização do dinheiro e do seu império é uma idolatria. Faz dele o absoluto critério de tudo. É preciso sacrificar-lhe tudo e todos os valores. O rico nunca pensa que é suficientemente rico e o pobre ou remediado o que deseja é ser rico. A publicidade incendeia a insatisfação, o desejo, para nos tornar infelizes se não tivermos tudo, e já, que ela nos propõe. (…) Não há rivalidade entre Deus e a riqueza. Há rivalidade entre a Plenitude da Vida e a distorção do desejo que se deixa possuir pelo fascínio do dinheiro e de tudo o que ele exige e permite.
Bento Domingues
Público, 27-02-2011
Nos últimos tempos, os pobres voltaram. Já não vão bater à porta. Ficam nos semáforos; à saída do metro, às escâncaras. À procura de comida no lixo que deitamos nos caixotes. Outros estendendo a mão na rua. E outros ainda escondidos. Diz-se por aí que há gente que vivia bem e agora vive mal, mas esconde a desgraça. Diz-se que não tem comida e recorre à esmola.
Domingos Lopes
Público, 27-02-2011
Sabe o que falta neste país? É coragem!
Fernando Pinto Monteiro
Diário de Notícias, 20-02-2011
Porque, então, esta paz podre? Por uma razão muito simples: porque, do Presidente da República ao último militante, o país político anda cheio de medo – medo de ser, por erro ou por acaso, o responsável final pela crise e de atrair sobre si a ira dormente dos portugueses.
Vasco Pulido Valente
Público, 27-20-2011
Os tempos exigem mais estadistas responsáveis e menos especialistas em efeitos pirotécnicos.
João Cândido da Silva
Jornal de Negócios, 24-02-2011
