Uma saborosa experiência

1 – A Eucaristia revestiu-se de toda a solenidade: desde a composição dos ministros intervenientes no desenrolar da celebração, passando pela música (gregoriana, na sua maior parte), a sóbria mas digna intervenção de cada serviço, uma assembleia eclética – dos mais jovens aos mais idosos – muito participativa, uma presença majestosa mas próxima por parte do presidente, o arcebispo local, que dirigiu palavras consistentes sem deixarem de ser breves e próximas…

Mas impressionante foi a expressão multicultural do cenário. Homens e mulheres, de várias cores, integrando o numeroso grupos de ministros leigos, incluindo os ministros extraordinários da comunhão. Parecia-nos viver uma expressão clara da catolicidade da Igreja. Curiosamente, do mais pequeno – o portador da mitra – ao mais idoso (aparentemente) – o cruciferário, cruzavam-se as culturas; desde o turiferário – senhora de meia idade – até ao diácono, a diferença da cor da pele e de sexo emolduravam um realista quadro de missão “ad gentes”.

Em pleno centro de Londres, esperaria algo de muito mais formal. Certo é que, com a normalidade de uma fé comum, assumida sem complexos, nós, os visitantes acolhidos com menção especial, sentimo-nos bem integrados neste ambiente tão “católico”. Mais uma vez, a experiência da realidade: na Igreja, ninguém é estrangeiro.

2 – Diferente, mas igualmente excepcional, fora a experiência ecuménica do dia anterior. O acolhimento fidalgo, sem deixar de ser o mais humilde, por parte do Deão da Abadia de Westminster, tocou profundamente esta delegação europeia da Escola Católica.

Com uma breve introdução pelo tradicional chá (ou café), travou-se um diálogo fraterno, sublinhando o Abade, antes de mais, a sua proximidade pessoal e o companheirismo de luta com o Bispo católico que nos acompanhava, para exaltar o trabalho comum em prol da liberdade de escolha de aprender e ensinar.

Depois, foi uma longa e espiritual visita à abadia, pejada de motivos de reflexão e interiorização, terminando mesmo com o convite a uma oração comum, proposta sempre feita a todos, mesmo aos turistas, que, por esse facto, são convidados a perceber que ali há um lugar de oração.

Na saída, apercebemo-nos que tudo estava já em ordem para o serviço do dia seguinte (domingo), a celebração da Ceia. Tudo com uma propriedade e ordem.

E também aí tivemos ocasião de perceber, por um serviço de oração da tarde que estava a terminar, como a solenidade da música é cuidada. O que é bem feito sempre e a todos edifica!