Presidente da Cáritas pede “unidade” às forças políticas

O presidente da Cáritas Portuguesa pediu “uma maior unidade das forças políticas” num momento de crise no país, que agora se confronta com a perspectiva de novas eleições após a demissão do primeiro-ministro José Sócrates. “Seria bom que houvesse uma maior unidade das forças políticas em torno daquilo que é essencial para a defesa dos interesses elementares das pessoas”, disse Eugénio Fonseca, em declarações à Agência Ecclesia.

Este responsável espera que o actual impasse político se resolva e “resulte em favor das pessoas, que têm sido altamente prejudicadas, no combate que se está a fazer contra o défice que o país tem”. Caso contrário, “é tempo perdido”, atira o presidente do organismo católico para a solidariedade e ajuda humanitária.

Eugénio Fonseca sustenta que só “a preocupação pelo Bem Comum” e uma “verdadeira cultura de voluntariado” poderá conduzir a uma melhoria das condições de vida das pessoas.

Este responsável deixou um balanço positivo da celebração do dia nacional da Cáritas, no domingo, 27 de Março, sublinhando a importância de uma sociedade que não faz do voluntariado e da solidariedade meros gestos pontuais mas que adopta esse “espírito de abertura” todos os dias.