Bispo de Aveiro ordena diácono e pede-lhe que seja “verdadeiro discípulo de Cristo”. Assinalaram-se os cinco anos de D. António Francisco em Aveiro.
Nuno Duarte da Silva Queirós, 27 anos, foi ordenado no dia 8 de Dezembro, na Sé de Aveiro, por D. António Francisco, que nesse dia comemorou 39 anos de padre e cinco de presença em Aveiro.
O Bispo de Aveiro, dirigindo-se ao jovem que estava prestes a ordenar, afirmou: “Acolhe o dom do ministério de diácono que vais receber, rumo ao presbiterado, como um tesouro de graça que te é dado por Deus através da Igreja para o serviço do mundo. Que todos possam ver em ti, em tudo e sempre, a partir de agora, um verdadeiro discípulo de Cristo, que não veio para ser servido mas para servir e em ti possam encontrar um sinal visível da bondade de Deus e do seu amor e um mensageiro feliz do Evangelho do qual deves ser ministro generoso e disponível e não apenas ouvinte esclarecido”.
Nuno Queirós nasceu em S. Bartolomeu de Fontiscos, Santo Tirso, e fez uma caminhada vocacional nos monges beneditinos. Há cerca de dois anos quis passar a pertencer à diocese de Aveiro e começou por estagiar na paróquia de Esgueira. Desde Setembro passado, integra a comunidade de padres e diáconos que serve as nove paróquias da Unidade Pastoral de Águeda.
Celebrando-se a solenidade da Imaculada Conceição, D. António Francisco realçou que “a vida de Maria foi um longo e exigente caminho de fidelidade ao projecto de Deus” e apelou a que todos aprendam, com Maria, a servir o amor de Deus” e a abrir o “coração para a missão, multiplicando os dons” recebidos.
Cinco anos em Aveiro
D. António Francisco não pôde deixar de lembrar que há cinco anos, à mesma hora e no mesmo local, dava início ao seu ministério na Diocese de Aveiro. Agora, “ainda mais consciente do amor de Deus por esta sua Igreja e por cada um de nós”, num tempo em que “são grandes as incertezas, os desafios, os apelos e as angústias”, mas é maior “a força da presença de Deus”, o Bispo de Aveiro quer “soltar cada vez mais as amarras do coração e abri-lo à existência em Cristo na Igreja”.
“No limiar do Jubileu – afirmou – torna-se mais visível para mim e desejo que o seja para todos que é de bênção a hora que vivemos e que unidos na comunhão e comprometidos na missão, como lembrava o nosso II Sínodo diocesano, procuraremos cumprir ainda mais neste tempo jubilar o sonho inicial do nosso primeiro Bispo, D. João Evangelista: «Dar à Diocese o sangue próprio das suas veias, os dois pulmões do seu peito por onde respirasse e aquele calor típico que ateasse e conservasse por toda a parte do seu território a alma da mesma Igreja»”. Afirmou ainda que “é urgente cultivar entre nós e a partir de nós no coração do mundo a alegria da fé, a força da esperança e a comunhão da caridade”.
A Diocese agradece
No final da celebração, que contou com a presença de mais de quarenta padres e vinte diáconos permanentes, Monsenhor João Gaspar lembrou que há cinco anos o Bispo de Aveiro beijou o chão da Sé, depois de ter rezado junto do túmulo de Santa Joana, recordou outros sacerdotes que também foram ordenados a 8 de Dezembro, agradeceu a presença e actividade de D. António Francisco e pediu-lhe a sua oração “por todos nós”. “Oxalá eu seja digno das bênçãos que o Senhor me concedeu para repartir por todos”, respondeu o Bispo de Aveiro, pedindo também “oração e estímulo”. Como agradecimento e concordância, por diversas vezes a assembleia que encheu por completo a Sé bateu palmas.
J.P.F.
