Rir e Pensar Bento XV, Papa de 1914 a 1922, controlava os mais pequenos aspectos da vida da Santa Sé. Um dos seus hábitos consistia em assinalar os erros do “L’Osservatore Romano”. Giuseppe Dalla Torre, que era então o director do diário da Santa Sé, escreveu: “As correcções, por vezes, chegavam de imediato. Uma vez, o jornal havia escrito que, numa cerimónia, em Bolonha, estava presente a sr.ª Augusta Nanni Costa – o que na realidade não tinha acontecido; por outro lado, o jornal atribuíra aos Estados Unidos uma determinada ilha asiática; e tinha visto noutra cerimónia uma personalidade de renome. Bento XV escreveu: “A sra. Nanni Costa não se encontrava nesse dia em Bolonha; a ilha pertence à Ásia; a personalidade está morta. Portanto, o «L’Osservatore Romano» outorga o dom da ubiquidade, transporta as terras de um continente para o outro e ressuscita os mortos”.
