Paróquia da Branca acolheu peregrinos de Fátima

São peregrinos de Fátima que cruzam as nossas estradas, vêm geralmente do norte do país, às dezenas, centenas ou até aos milhares, organizados em grupos ou não, ora rezando, ora cantando.

A chuva miudinha e os aguaceiros mas também o calor abrasante obrigam-nos a redobrados sacrifícios. A fé que os move dá-lhes força para enfrentar estas dificuldades e os conduzir até ao Santuário Fátima. A peregrinação de 12 e 13 de maio, a que se refere a fotografia, é a maior de todas elas, mas todos dos dias 13 entre maio e outubro atraem imensos peregrinos a Fátima.

É impressionante a forma como alguns se conseguem movimentar com dores musculares, calos na “sola” dos pés, exaustos, com dois ou três dias de viagem, ou mais, quando a origem é o Alto Minho ou Trás-os-Montes.

A paróquia da Branca teve um espaço de acolhimento, no Salão Paroquial, proporcionando a todos os que o solicitaram colchões e cobertores para se poderem recolher ou pernoitar, e um local para fazer a higiene. Ofereceu também uma refeição, tudo de forma gratuita e graças ao trabalho de voluntariado da funcionária da paróquia com a ajuda, por vezes, de elementos do Agrupamento 1116 (escuteiros). A todos se procurou dar ajuda, sem excepção.

No dia 7 de maio, por exemplo, encontrámos duas peregrinas de Gaia que estavam em dificuldades para arranjar local onde pernoitar. Ao fim de alguns minutos, depois de terem sido feitas algumas diligências, acabaram por ser acolhidas neste local da paróquia, onde se encontravam já bastantes peregrinos da Póvoa de Varzim e Paredes.

Este deveria ser um exemplo a seguir por muitas outras paróquias que se estendem ao longo dos caminhos que vão dar a Fátima, pois há peregrinos pobres e quase sem dinheiro a precisar deste tipo de apoio.

Alírio Silva, Branca