Os arrumadores de carros

Olhos na rua O número vai crescendo. Os lugares alargam-se. Conquistam-se feudos. Não se admitem intrusos. As razões de serem cada vez mais podem ser diversas: ocupação rendosa, aumento de pobreza, desemprego que não pára… Uns regressam à noite a casa. A maioria são sem-abrigo. Por detrás de uma história há sempre muitas histórias. A Caritas e as Florinhas do Vouga estão atentas. Mais do que atentas, acompanham e são solidárias de muitas maneiras. Não para manter uma situação, mas para fazer que ela seja menos dolorosa e poderem falar alto do que vivem e sabem.

É difícil lidar com gente mais pobre, quando excluída socialmente, por vontade própria ou por sociedade madrasta. Muitos falam e censuram, poucos acompanham e ajudam.

Ser solidário não é ser perspicaz no juízo, mas solícito na resposta fraterna que, em cada momento, é possível.