Nova Síntese

sintese
Síntese
N.º 224
Janeiro/fevereiro de 2014
32 páginas

A revista “Síntese” tem passado por diversos modelos ao longo dos seus 46 anos de existência. Fundada e dirigida por D. Serafim Ferreira e Silva (bispo emérito de Leiria-Fátima), foi durante largos anos um veículo de divulgação de alguns dos melhores textos da teologia contemporânea. A revista apresentava resumos – ou sínteses – do que se ia publicando em Portugal e principalmente no estrangeiro nas revistas de teologia da referência, além de pequenas notícias.

Em 2009, a quando do número 200, mantendo o diretor, a editora Paulus assumiu a publicação e renovou o grafismo e a linha editorial. Era uma revista graficamente agradável e útil nos seus artigos. Mas parece que não teve o acolhimento esperado.

Surge agora (janeiro/fevereiro de 2014) uma nova versão da “Síntese” com menos páginas (32), mais imagens, artigos mais pequenos e muito focada na divulgação das obras da editora que a publica. P.e José Carlos Nunes, diretor-geral da Paulo Editora, explica na abertura deste número que não gostaria de “ver morrer um título que já é conhecido no mundo editorial católico português”, pelo que a revista “deixa de ser apenas uma revista de atualidade eclesiais e passa a ter conteúdos editoriais, especialmente da Paulus Editora”. “Poderá conhecer melhor os autores e as tendências editoriais. Haverá espaço para a opinião e entrevistas aos autores. Tudo isto tendo em conta a atualidade religiosa e social do nosso país”, sublinha.

Neste número, disponível gratuitamente na livraria diocesana Santa Joana, entre outros assuntos, faz-se um balanço editorial de 2013, o “ano do Papa Francisco”, há uma entrevista a José Luís Nunes Martins (autor de “Filosofias, 79 reflexões”, recenseado no CV de 2 de janeiro de 2014) e apresenta-se o livro “Concidadãos dos santos e membros da família de Deus” (obra de Miguel de Salis Amaral, referida na mesma edição do CV).

Temos pena que a velha “Síntese” desapareça e temos dúvidas que a nova “Síntese” (9 euros de assinatura anual – seis números) conquiste um grupo de assinantes significativo. Mas saúde-se o projeto, que revela, como escreve o diretor geral da Paulus, “coragem de mudar” e esforço de “adequar a nossa mensagem às necessidades dos nossos leitores”.

J.P.F.