Paixão de Cristo em encenação inédita na Gafanha da Encarnação

A encenação conta com cerca de 80 atores amadores
A encenação conta com cerca de 80 atores amadores

Com base nos textos bíblicos, um grupo informal de pessoas da Gafanha da Encarnação encena quadros da paixão, morte e ressurreição de Jesus.

O Largo da Igreja da Gafanha da Encarnação vai ser palco, no dia 12 de abril (sábado antes do Domingo de Ramos), pelas 21h, de um espetáculo que irá recriar alguns quadros na Paixão de Jesus Cristo, evento musical, dramático e cultural inédito na região.
Em palco estarão cerca de 80 atores, todos eles amadores, a que se juntam mais quatro dezenas de cantores e músicos, que irão teatralizar algumas das cenas da Paixão de Jesus Cristo, com destaque para quadros como a “Última ceia”, o “Monte das oliveiras”, o “julgamento do Senhor”, a “Via Sacra” e a “Páscoa”.
O evento é organizado por um grupo informal de pessoas que pretendem contribuir para fomentar a cultura, de uma forma lúdica e artística, grupo que apesar de não ser uma entidade paroquial, tem colaborado com a paróquia na realização de alguns eventos, como aconteceu, há alguns anos, com o “cortejo dos reis”.
Este evento pretende, no dizer de Ana Caçoilo, da comissão organizadora, “criar um espetáculo de cariz religioso e cultural, num formato nunca antes aqui realizado,” com o ineditismo de ter um tema que na região tem sido pouco explorado em eventos culturais, como é a vida de Jesus Cristo durante a sua Paixão e Páscoa, e de ocorrer no período da quaresma.
A ideia de organizar um evento deste género surgiu quando este grupo informal teve sob a sua responsabilidade a organização do tradicional cortejo dos reis. Se este cortejo recria quadros referentes ao nascimento de Jesus Cristo, nomeadamente a visita dos três reis magos, o novo espetáculo iria recriar cenas do período final da vida terrena de Jesus Cristo, levando as pessoas a meditarem também para os acontecimentos da Paixão de Cristo, acontecimentos esses que são essenciais para a afirmação da fé cristã. O espetáculo deveria ter ocorrido na quaresma seguinte ao centenário do cortejo dos reis, mas contratempos impediram que isso acontecesse.
O evento é inédito, pelo que a organização teve de criar os textos, os quais foram baseados em passagens da Bíblia, tendo sido adaptados para poderem ser representados teatralmente. De realçar que na seleção e dramatização dos textos bíblicos, a organização contou com a supervisão da equipa sacerdotal da paróquia. A representação dos textos é acompanhada musicalmente pela interpretação de cânticos, na sua grande maioria litúrgicos, pelo que o espetáculo quase se pode definir como um teatro musical de cariz religioso e cultural.

Cardoso Ferreira