
Após sete anos em Aveiro, D. António Francisco inicia no próximo fim de semana o seu ministério episcopal na Diocese do Porto.
D. António Francisco entra solenemente na Diocese do Porto, no próximo domingo. A celebração tem início às 16 horas, na catedral portuense. No sábado, 5 de abril, D. António toma posse perante o Colégio de Consultores da Diocese do Porto, no Paço Episcopal, numa cerimónia privada.
O novo bispo do Porto foi nomeado no dia 21 de fevereiro, tendo na ocasião afirmado na mensagem que dirigiu aos seus novos diocesanos: “Desde já afirmo a alegria de servir a grande comunidade humana da Diocese do Porto, com os seus eleitos e representantes autárquicos, as Autoridades Locais, as Universidades e Escolas, Instituições e Associações. Quero dirigir uma palavra de muito afeto às crianças, aos jovens e às famílias. Serei irmão e presença junto dos doentes, dos pobres e dos que sofrem e com eles procurarei fazer caminho de bondade e de esperança na busca comum de um mundo melhor. Quero ser apóstolo das Bem-Aventuranças nestes tempos difíceis que vivemos. Sei que é grande a missão que agora me é confiada, mas vou com alegria e generosidade ao vosso encontro para amar a Deus e vos servir. Alegra-me e conforta-me ser irmão convosco, tão belo é o testemunho cristão da Igreja do Porto”.
Chega assim ao fim o episcopado de D. António Francisco na Diocese de Aveiro. Nomeado para a diocese da Ria no dia 21 de setembro de 2006, D. António entrou em Aveiro no dia 8 de dezembro seguinte. Nesta diocese, sentiu-se “um bispo feliz e acarinhado pelo povo”, como afirmou no programa “Soltar a Corrente”, na Rádio Terra Nova, no dia 28 de março. Nesta entrevista que será publicada na íntegra no próximo número deste jornal, o novo bispo do Porto disse que pautou a sua ação nestes últimos sete anos por aquilo que sempre pensou ser “o sonho de Deus para a Igreja de Aveiro”. Considerou, por outro lado, que a sua saída “não interrompe” a renovação em curso. “A minha ida para o Porto, despertou em todos nós e porventura com mais surpresa em mim, um carinho e uma simpatia”, mas “nada termina”, porque “Deus não interrompe o seu amor por esta Igreja de Aveiro”, disse. Por outro lado, manifestou a convicção de que o novo bispo de Aveiro será bem recebido. “Sinto esta Igreja de Aveiro serena, acompanhando-me com uma marca de tristeza e de saudade, e que eu levo também, mas com a confiança e serenidade de quem se prepara para acolher um novo bispo. Estará comigo e estará com o novo bispo como sempre esteve comigo”, rematou.
D. Jacinto Botelho na Quinta-feira Santa em Aveiro
Pela segunda vez, desde que a Diocese foi restaurada, as cerimónias do tríduo pascal na Sé de Aveiro não serão presididas pelo bispo residencial. Aconteceu na Páscoa de 1962, após a morte de D. Domingos da Apresentação Fernandes (21-01-1962) e antes da eleição de D. Manuel de Almeida Trindade. Em 2014, pelo menos a Missa Crismal, na manhã de Quinta-feira Santa, com a bênção dos óleos, será presidida por D. Jacinto Botelho, bispo emérito de Lamego.
Já a Bênção dos Finalistas, no início de maio, será presidida por D. Ximenes Belo. Refira-se ainda que no dia 27 de abril D. António Francisco estará em Aveiro para presidir à ordenação presbiteral de Helder Ruivo.
