
“A educação nunca saiu da gramática e do léxico da minha vida”, realçou, na sessão que decorreu dia 3 de abril, no ISCIA.
O Instituto Superior de Ciências da Informação e Administração (ISCIA) atribuiu a medalha de prata a D. António Francisco pelo contributo que o “alto dignatário da Igreja” deu “em mais alto grau” à região de Aveiro. Armando Teixeira Carneiro, presidente da escola superior aveirense, considerou na cerimónia que teve lugar no dia 3 de abril que o agora Bispo do Porto “reforçou pelo seu exemplo as características comportamentais da região”, “deu de si como poucos conseguem fazer” e “leva no seu constructo algo de Aveiro”.
D. António Francisco agradeceu a homenagem. “Confunde-me este carinho (…). Excede em generosidade qualquer que fosse o meu mérito, que não é, mas constitui uma bênção para mim”, disse.
Nas breves palavras que dirigiu aos presentes – membros dos órgãos do ISCIA, professores e alunos, e ainda alguns convidados como o reitor da Universidade de Aveiro e autarcas –, o prelado destacou a importância do diálogo e da educação para a sociedade. “Procurei fazer do diálogo um estabelecer de pontes, congregando sinergias, ajudando todos a verem mais longe, sempre procurando trabalhar com todos. Dou graças a Deus por termos conseguido”, afirmou. Sobre a educação, disse que “ser padre é ser educador, ajudar a pensar, a sonhar, a construir um mundo mais justo e solidário, a abrir portas”. “A educação nunca saiu da gramática e do léxico da minha vida”, realçou. D. António disse que a sociedade deve valorizar as instituições educativas e observou que procurou participar nas atividades do ISCIA, ainda que “de forma simples e discreta”.
Na sessão, interveio ainda Salvato Trigo. O reitor da Universidade Fernando Pessoa (Porto) fez uma divagação histórica sobre alguns contributos do cristianismo para o reconhecimento dos direitos humanos e disse esperar na Sé do Porto pela entrada de D. António Francisco na nova diocese [no dia 6 de abril].
J.P.F.
