
De 1 a 7 de agosto, a Torreira acolhe o 18.º ACAREG da Região de Aveiro. O tema do encontro – com a família, a natureza, a cultura e a comunidade – inspira o grande acontecimento escutista.
Mochila. Tenda. Calçado. Farda. Cantil. Estes e outros objetos estão nas listas dos 2240 escuteiros que por estes dias se preparam para o acampamento regional ou ACAREG. A isto junta-se a alegria, o companheirismo, a vontade de aventura, de cantar, de ultrapassar desafios, em suma, o espírito escutista, e estão reunidos os ingredientes para a grande festa do escutismo, que vai acontecer na Torreia (Murtosa), de 1 a 7 de agosto.
Participam cerca de 70 por cento dos escuteiros da Região de Aveiro (denominação escutista correspondente à Diocese), o que deixa satisfeito o chefe regional. “A Região cresceu bastante, cerca de 10 por cento nos últimos anos, e estamos contentes com a adesão a esta grande atividade”, declara Manuel Santos.

secção escutista
A cidade escutista vai erguer-se por detrás da Capela de S. Paio, dos campos desportivos e da Escola Básica Integrada da Torreira. As casas, as tendas, trazem-nas os escuteiros, mas o terreno foi preparado pela Câmara Municipal da Murtosa. “Vamos ficar num espaço que o município reorganizou. Serviu-se desta oportunidade do acampamento regional para adaptar o terreno até para futuras ações”, refere Manuel Santos, que aproveita a ocasião para salientar a colaboração das câmaras municipais. “Foi assim em Sever do Vouga, foi assim em Vagos. Tem havido um crescendo se abertura, simpatia e apoio muito interessante. Só assim é possível, com baixos custos, ter uma boa adesão e proporcionar este tipo de acampamento a preços baixos”, sublinha o chefe regional. Para participar na atividade, os escuteiros pagam uma inscrição de 60 euros (50 para os mais novos, os lobitos), o que perfaz uma quantia de cerca de 120 mil euros. No entanto, presume-se que uma atividade deste tipo custe mais 200 mil euros. O resto vem de apoios em géneros e serviços.
Uma atividade deste género implica uma grande organização logística. Uma padaria fornecerá 15 a 20 mil pães por dia. E um talho disponibilizará um camião-frigorífico que será abastecido várias vezes ao dia, inclusive com refeições pré-preparadas porque mesmo nas longas caminhadas (os raides) evitam-se os enlatados. Tudo pensado e preparado para que o ACAREG seja um grande acontecimento.
J.P.F.
“Maria Mar, quero-te encontrar”
O escutismo nunca se confunde com campismo. A inspirar um acampamento escutista há sempre um imaginário, uma história que transmite valores. Desta vez, o tema é “Maria Mar, quero-te encontrar”.
Maria Mar é uma jovem que vive nos EUA e escreveu de New Jersey a todos os guias de bando e de patrulha e aos chefes de equipa e de tribo (os escuteiros estão sempre organizados em grupos de seis a oito elementos, com um líder) duas cartas que foram de facto entregues pelo correio, embora Maria Mar seja uma personagem fictícia. Manuel Santos explica: “O que pretendemos com a história da Maria Mar é dar valor ao encontro. Vamos estar numa terra marcada pela emigração e nós próprios a sentimos nos nossos agrupamentos, quando os caminheiros procuram trabalho longe de casa”. O tema da alegria do encontro será devolvido em várias dimensões, que são também polos da formação escutista, nos quatro subcampos. Os lobitos (6-10 anos) vivem o encontro na família; os exploradores (10-14 anos) abordam o encontro com a natureza; os pioneiros (14-18 anos), com a cultura; e os caminheiros (18-22), com a comunidade.
18.º ACAREG
* Torreira, 1 a 7 de agosto
* Tema: “Maria Mar, quero-te encontrar”
* Abertura solene com Eucaristia no dia 3, às 16h (e início de acampamento para os lobitos)
* 1900 escuteiros em campo, acompanhados por 340 adultos (480 lobitos mais 80 dirigentes; 670 exploradores mais 80 dirigentes; 550 mais 50 dirigentes; 200 mais 30 dirigentes; e cerca de 100 pessoas, entre dirigentes, candidatos, pais e amigos, nos serviços de apoio).

